quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Educação, eleições e a fogueira das vaidades


Em 2009, 60% dos municípios brasileiros serão comandados por novas equipes gestoras, a partir da eleição de novos prefeitos. Na área da Educação, estima-se que a maioria dos atuais dirigentes municipais serão substituídos. Considerando a dimensão dessas mudanças e levando em conta as características de nossa república, que desde sempre padece da grave enfermidade da descontinuidade administrativa, é possível imaginar o risco do surgimento de milhares de focos de incêndio a ameaçarem a já precária educação básica pública em todas as regiões do País.
Descontinuidade é um problema particularmente grave no setor educacional, onde os programas demandam prazos de maturação que muitas vezes ultrapassam os períodos de gestão governamental. Infelizmente, é muito comum que governantes recém chegados ao poder desfaçam, sem qualquer cerimônia, programas e projetos que vinham sendo executados na administração anterior, apenas porque são marcados pelo defeito genético de terem sido criados pelos antecessores. Vaidosos e encorajados pelas promessas de campanha de realizar mudanças, muitos dos que chegam não hesitam em cancelar, anular, demitir, fechar e destruir o que encontram pela frente, ávidos por logo deixarem registrada a sua própria “impressão digital” na história da cidade. Esquecem, contudo, que políticas públicas são custeadas com dinheiro público e, já por isso, merecem respeito e consideração. Claro: muitas coisas merecem mudar, mas nunca sem a necessária avaliação e sempre à luz do interesse público.
Essa situação é mais preocupante na educação, porque na maioria das escolas mantidas pelos municípios brasileiros, os diretores, coordenadores e secretários ocupam cargos de confiança e podem ser livremente nomeados e exonerados pelos prefeitos. Além disso, raríssimas são as cidades que dispõem de um Plano Municipal de educação, elaborado com ampla participação da sociedade, estabelecido por lei e capaz de assegurar alguma estabilidade ao processo de mudança governamental. Salvo uma minoria, tampouco as unidades escolares contam com planos plurianuais de gestão e projetos pedagógicos que sejam concebidos, conhecidos e defendidos pelos educadores, seus alunos e suas famílias. Portanto, na área da educação, os períodos de transição são perigosos.
Mas se a Educação sofre riscos decorrentes das alternâncias políticas e administrativas, hoje em dia são muito melhores as condições para evitar que ela seja imolada na fogueira das vaidades e dos interesses subalternos.
Desde 2006, o Brasil dispõe de uma nova legislação sobre o financiamento da educação. Com ela foi criado o FUNDEB, fundo de natureza contábil por onde transita a maior parte dos recursos vinculados ao ensino público dos Estados e dos Municípios brasileiros. Em 2009, essa nova sistemática, concebida para ser implantada gradualmente, entra em plena operação e, assim, passa a oferecer uma previsibilidade muito maior para o correto planejamento e execução das políticas educacionais. E mais: a legislação que criou o FUNDEB contém vários elementos de “responsabilidade educacional”, estabelecendo regras mais rígidas para a aplicação dos recursos bem como para o seu acompanhamento e controle social. Em outras palavras: essa nova lei diminui o grau de liberdade dos administradores de fundos educacionais e aumenta o grau de responsabilidade para a sua correta aplicação.
Outro fator de defesa contra aventureirismos decorre do Plano de Desenvolvimento da Educação, lançado há mais de um ano pelo Governo Federal. Dentro dele, está o PAR - Plano de Ações Articuladas, uma espécie de contrato de gestão em que cada município e cada estado compartilham diagnósticos, objetivos, metas educacionais, prazos e recursos com o Ministério da Educação. Todos os estados e a grande maioria dos municípios já assinaram termos de compromisso com as autoridades federais. Interessante notar que a ampla adesão ao PAR produziu algo além da expectativa de receber mais recursos financeiros e apoio técnico: com ele, o país inteiro foi induzido a realizar um inédito esforço de racionalização e entendimento da Educação como política que deve ser claramente planejada, sistematicamente avaliada e cuja implementação pressupõe compromissos com resultados tangíveis e verificáveis. Trata-se de um notável avanço, não apenas porque agora todos dispõem de uma clara orientação para o trabalho, mas também porque se criou um mecanismo capaz de inibir descontinuidades dolosas e iniciativas irresponsáveis por parte dos detentores do poder público.
Mais um aspecto que ajuda a encarar com certo otimismo as mudanças que se avizinham com os resultados das eleições municipais, refere-se à emergência da qualidade como valor intrínseco à ação educativa. Há uma crescente consciência por parte da população de que não basta apenas ter acesso à escola: é preciso que ela proporcione uma educação de qualidade, que prepare para o trabalho e para a vida. Contribui para essa percepção a ampliação e consolidação de sistemas avaliativos como o ENEM, a Prova Brasil e o SAEB, bem como a produção de indicadores sobre a qualidade educacional, como o IDEB. O tema qualidade em educação como direito de todos e dever do Estado vem se insinuando com tal força que, no último processo eleitoral, foi objeto de uma inédita campanha nacional feita pelos principais meios de comunicação do Brasil e com o aval do Tribunal Superior Eleitoral. Nessa campanha, comunicadores famosos foram escalados para fazer alertas do tipo: “se o seu candidato não tem proposta para a educação de qualidade, mude de candidato”. Obviamente, tudo isso contribui para que a Educação seja cada vez mais encarada como política de Estado e não apenas como uma política de Governo.
Claro que apenas defender não basta: é urgente avançar e trabalhar duro para arrancar o Brasil e os brasileiros de sua histórica pobreza educacional. Nesse sentido, há uma grande agenda de prioridades a enfrentar, valorizando os educadores e sua carreira, melhorando as condições de trabalho deles e de seus alunos em todas as etapas e modalidades da educação básica. Isso é tarefa para verdadeiros homens públicos e, por isso, não há lugar para arroubos de vaidade, leniência e visão curta.

* Texto a ser publicado na edição número 20 da Revista Sociologia

Fonte : http://www.cesarcallegari.com.br / Cesar Callegari

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Pense no futuro porque crises são passageiras


A crise financeira vem de longa data. O problema começou nos Estados Unidos em 1998, com o boom no setor imobiliário e grandes empréstimos sem a comprovação de que poderiam ser quitados. Empresas de todo o mundo estão preocupadas, ou até mesmo temerosas, com o rumo que a situação econômica tomará e quando a crise se findará. Apenas nos EUA, mais de dez bancos foram fechados em 2008 e cerca de 90 estão com problemas, sem contar com a falência de empresas do setor imobiliário, momento em que a crise “estourou”. Até aqui, nada de novo.O que pode significar a crise para o colaborador, o funcionário que levanta diariamente para o trabalho sem saber se o trabalho estará lá, quando ele chegar. Na realidade a pergunta que nos aflige é como preservar o emprego em situações de crise? Será que a crise chegará com tanta intensidade ao Brasil que as empresas terão que demitir seus funcionários? Alguns analistas acreditam que os cortes são um caminho natural em tempos de crise. Outros analistas colocam que entre os cortes já estaria implícito o turn over sazonal do mercado. Sabemos que, de fato, em outros momentos críticos da economia mundial, houve demissões. Portanto, as demissões são um fato.O que poucos ainda analisaram são as perspectivas de superação da crise e de novas oportunidades. Estão de olho em 2009 quando talvez fosse melhor focar a lente em 2010, 2011. São nos momentos de crise que empresas e executivos devem se destacar em relação aos outros, seja pelos serviços oferecidos ou pelas decisões tomadas. Claro que todos têm que se preparar e se prevenir dos maiores danos, mesmo na hipótese de sermos pouco afetados. Afinal, em um sistema econômico globalizado todos estão sujeitos às intempéries financeiras.As oportunidades que o mercado em crise oferece são mais escassas, mas ainda existem. Empreender em momentos de crise é arriscado, mas se o risco for calculado, pode se conseguir uma melhor perspectiva de negócios. A crise exige maior criatividade, maior capacidade de análise, maior atenção e precaução.Para empreendedores, empresas e funcionários o conhecimento se torna muito mais importante. Para obter conhecimento não há outra forma: investir em educação. Educação continuada é uma opção que pode garantir sua perenidade no mercado de trabalho no futuro próximo e, além disso, garantir certa estabilidade em tempos de crise. A ordem aqui, futuro estável e estabilidade na crise, é importante. Pense no futuro porque crises são passageiras! Instituições de ensino superior oferecem cursos que podem ajudar a se tornar um líder ou a gerir um negócio próprio, até mesmo em tempos de crise. A Tuck School of Business, uma das melhores instituições de ensino dos Estados Unidos, país onde a crise nasceu e virou uma locomotiva sem freio, informou recentemente, em meio à turbulência econômica, que a expectativa é que a procura por cursos de especialização aumente no próximo ano. Por que pensar diferente?Como sabemos, são nos piores momentos que temos que compatibilizar agressividade com moderação. Agressividade na qualificação profissional e moderação na análise da crise. Certo é que profissional estagnado não é atrativo para o mercado de trabalho. Com crise ou sem crise. O momento é de repensar a carreira e, talvez, tomar novos rumos. Investir em educação é uma opção segura em qualquer tempo.
Fonte:Jornal DEZ em Educação
Olavo Henrique Furtado
Coordenador dos Cursos de Pós-Graduação e MBAs da Trevisan Escolas de Negócios

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Inove ou evapore!


Inove ou evapore!
O mercado de trabalho e as empresas sofrem profundas transformações a espaços de tempo cada vez menores. E isso exige de todos um amplo espectro de flexibilidade e adaptabilidade às novas regras. Ou seja, o mundo moderno apresenta, a cada dia, novos problemas e oportunidades que exigem novas maneiras de pensar. Além disso, o conhecimento fica obsoleto muito rapidamente. O que aprendemos hoje provavelmente não servirá muito daqui a cinco anos.Essa situação é o resultado das inovações em todos os setores: ciências, marketing, produtos, medicina, engenharia, aviação, propaganda, etc. Mas e a educação? Será que as escolas estão preparando os profissionais de amanhã para gerenciarem o obsoletismo do conhecimento que ensinam hoje? Como preparar os estudantes para um mundo de transformações cada vez mais rápidas? As matérias atendem às demandas do futuro? As metodologias atendem às expectativas dos alunos? Os jovens de hoje são “multimídia”. Estudam e fazem seus trabalhos escolares na frente de um computador, ouvindo um CD, com a televisão ligada e falando ao telefone. Tudo ao mesmo tempo.Essas mudanças no mundo exigem inovações por parte das escolas. Recentemente, realizei uma palestra em um evento de educação. À saída, fui abordado por diversas pessoas, entre elas, um professor. Ao abrir sua pasta, o educador mostrou-me seu planejamento de aula. Observei que as páginas estavam amareladas. Algumas escritas à mão e outras datilografadas. Então indaguei:— Há quanto tempo o senhor dá essas aulas? — Sempre usei este formato e ele tem funcionado bem, respondeu. Esse fato deve provocar uma reflexão nas escolas que continuam fazendo tudo da mesma maneira como sempre foi feito porque funciona. Talvez ainda não perceberam que o grande risco é esperar perder para começar a mexer no time que está ganhando. Como em qualquer empresa ou profissão, as escolas também precisam estimular a criatividade de seus professores, diretores e pessoal administrativo, com o objetivo de gerar inovações que tragam benefícios para todos. A escola precisa estar alinhada com o mundo atual e com a rapidez das mudanças. A faísca da inovação é o questionamento. Então, pergunto:
Por que os currículos não são feitos para desenvolver a imaginação dos alunos ao invés de apenas transmitir informações?
Por que as escolas dedicam tanto tempo para ensinar o passado?
Por que não dedicam um tempo para analisar tendências e futuro? É no futuro que os estudantes colocarão em prática os conhecimentos adquiridos na escola. Muitas vezes já defasados. Esses são apenas três questionamentos. Podemos ter centenas deles. A partir daí, utilizando as técnicas de geração de idéias, surgirão novas formas para melhorar o produto educacional, melhores práticas didáticas e melhores resultados, maior motivação por parte dos alunos e professores, além de uma infinidade de outras vantagens para todos os envolvidos. Nos próximos meses, abordaremos mais a fundo todas essas idéias. Ou você inova, ou evapora!


Fonte:Antonio Carlos Teixeira da Silva é conferencista sobre criatividade e inovação e ministra workshops. Autor do livro Inov-Ação: Como Criar Idéias que Geram Resultados. E-mail: pense@pensediferente.com.brVisite o site: www.pensediferente.com.brRevista Profissão Mestre

quinta-feira, 27 de novembro de 2008


No Dia Nacional da Educação a Distância, comemorado ontem (27, o Ministério da Educação (MEC) celebrou o fortalecimento da modalidade como oferta de qualidade de educação superior. Passados pouco mais de dez anos desde o início do primeiro curso de graduação, oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), essa forma de ensino evoluiu em vários aspectos. Segundo especialistas, ela se apresenta cada vez mais consolidada no Brasil e vence resistências. O sistema de educação a distância brasileiro é formado por 109 instituições, das quais 49 particulares e 11 comunitárias e confessionais, além de 49 públicas — universidades e centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefets). Nelas estudam 760.599 alunos. Dados do Censo da Educação Superior de 2006 revelam que, de 2003 a 2006, os cursos de graduação cresceram 571%. “A expansão do sistema está acelerada e grande parte dos cursos é realmente muito boa, mas estamos trabalhando num amplo processo de supervisão para que a qualidade seja mantida”, explica o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky. Na semana passada, o MEC divulgou a desativação de 1.337 pólos em todo o País.Em 2007, após discussão com a comunidade, o MEC publicou uma série de referenciais de qualidade para regular o setor. Segundo o professor José Manuel Moran, da Universidade de São Paulo (USP), a educação a distância passou por vários estágios até chegar à atual fase de consolidação. “Primeiro, surgiu o desafio de fazer um curso de graduação. A tecnologia era muito nova. Em seguida, veio a construção de referenciais de qualidade e, agora, a modalidade se tornou de fato uma política pública que está se consolidando com a UAB”, disse, em alusão à Universidade Aberta do Brasil.
Fonte:Jornal da educação,28/11/08

domingo, 23 de novembro de 2008

MEC divulga boletim de desempenho do Enem 2008




Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 já estão disponíveis para consulta pela Internet. A partir da próxima semana, os estudantes receberão o boletim pelos Correios.
» Veja seu boletim de desempenho


(Site da instituição) » Alunos do RS têm o melhor resultado do Enem
Para ver as notas é necessário fornecer a senha obtida na inscrição. É possível consultar as médias alcançadas na parte objetiva e na redação.
As notas na prova objetiva do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caíram 19,1% do ano de 2007 para 2008, passando de 51,52 pontos para 41,69 pontos, em 100 pontos possíveis. Na redação houve aumento de 5,5% nas notas dos estudantes brasileiros na avaliação, de 55,99 para 59,06.
A avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), é composta por uma parte objetiva, com 63 testes de múltipla escolha, e por uma redação. Neste ano, o tema abordado na dissertação foi o desmatamento.
Entre os concluintes o melhor desempenho na prova objetiva ficou com o Distrito Federal, com média de 45,39 pontos.
Seguem em segundo e terceiro lugares o Rio Grande do Sul (43,32 pontos) e o Rio de Janeiro (43,29 pontos). São Paulo aparece na quinta posição da lista com (43,01 pontos). O pior desempenho ficou com o Amazonas, que teve 33,48 pontos.
O melhor desempenho obtido na redação foi do Rio Grande do Sul, com 62,24 de média. Ele é seguido do Distrito Federal, com 60,62 e de Santa Catarina, com 59,89 pontos.
O Rio de Janeiro aparece na quinta posição, com média de 59,68 e São Paulo aparece em sétimo lugar, com 59,17 pontos. O pior estado foi Alagoas, com média de 55 pontos.
Média Geral dos EstadosO melhor desempenho do País no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 foi dos estudantes gaúchos. O Rio Grande do Sul obteve a maior média geral dos estados (concluintes e egressos). A média das notas dos alunos na prova objetiva foi de 45,06 pontos quatro acima da média nacional.
O segundo lugar ficou com São Paulo, cujo desempenho médio no mesmo teste foi de 44,86, seguido por Santa Catarina, com 44,19 pontos. Os piores resultados foi registrado entre os 46 mil participantes do Amazonas, com média de 34,56 pontos. Eles são seguidos pelos estudantes de Alagoas, com 34,76, e Tocantins, com 34,92.
Fonte: Redação Terra Sexta, 21 de novembro de 2008.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CRISE


Nas últimas semanas, uma coleção de más notícias elevou ainda mais o grau de apreensão entre as empresas sobre os já alarmantes impactos da crise financeira global. O PIB dos Estados Unidos já enfrenta uma retração de 0,3% e 240 000 postos de trabalho foram ceifados no país. O índice de desemprego americano foi de 6,5% em outubro, o pior desde 1994. Uma pesquisa divulgada pelo banco Goldman Sachs no dia 10 de novembro aponta que a crise provocará perdas de 1,4 trilhão de dólares em todo o mundo, dos quais 800 bilhões já foram contabilizados. No Brasil, as empresas já sentem o aperto da redução do crédito e muitas delas começam a fazer prognósticos pessimistas quanto ao futuro. Em um cenário cheio de incertezas como esse, chamam a atenção iniciativas como a do presidente da subsidiária brasileira da Danone, o argentino Gustavo Valle. No mês passado, a multinacional francesa iniciou uma ofensiva agressiva para lançar um novo produto no mercado brasileiro. Trata-se de uma água mineral, produto completamente novo para a Danone no país, onde enfrentará concorrentes já estabelecidos, como Coca-Cola e Nestlé. Ao mesmo tempo, Valle aumentou em 10% seu orçamento de marketing e publicidade para todos os produtos da marca. "Sei que não é uma frase muito original, mas a verdade é que, muitas vezes, as crises podem se transformar em grandes oportunidades", diz ele.
Essa não é uma experiência nova para o executivo da Danone. No início da década, quando era diretor de uma das divisões da multinacional francesa na Argentina em meio à violenta crise econômica que assolava o país, Valle apostou na criação de novos produtos (entre eles uma água mineral) e aumentou em 30% os investimentos em publicidade e marketing. Em poucos meses, a Danone passou da décima para a primeira posição no ranking de anunciantes do país e a água lançada pela empresa, levemente gaseificada e aromatizada, tornou-se, em apenas um ano e meio de mercado, responsável por 25% de todo o faturamento da multinacional na Argentina. No Brasil, Valle pretende seguir a mesma estratégia e já prepara outros lançamentos para 2009, um ano que, segundo oráculos da economia, deve ser marcado por uma forte desaceleração na economia global. As vendas da Danone no mercado brasileiro em setembro e outubro, meses que formaram o epicentro da eclosão da crise financeira, cresceram cerca de 15%. "Investir em publicidade em períodos turbulentos fortalece a marca perante os consumidores", diz Valle.
O fenômeno que Valle comprovou na prática não é um caso isolado, uma característica específica de uma indústria ou setor. Diversos estudos realizados por escolas de negócios, consultorias internacionais e pesquisadores independentes tentam, com dados mensuráveis, responder a uma pergunta que a maior parte dos altos executivos se faz em tempos de crise: qual o melhor caminho - continuar a anunciar ou cortar esse investimento? Esses estudos avaliaram o comportamento de marketing de uma série de empresas durante retrações econômicas e suas conseqüências no ciclo posterior, quando há a retomada. Os resultados são eloqüentes. Em um estudo realizado em 2002, a consultoria McKinsey analisou a atuação de 1 000 empresas durante o período entre 1982 e 1999, que compreendeu três grandes crises - o segundo choque do petróleo com a revolução dos aiatolás no Irã, uma recessão americana no final da década de 80 e as crises da Ásia e da Rússia no final dos anos 90. A constatação foi que apenas as empresas que mantiveram ou aumentaram os investimentos em marketing nos anos difíceis tiveram aumento nos lucros na posterior fase de retomada econômica. Em um estudo semelhante, feito pela prestigiada London Business School, o resultado foi semelhante. De acordo com o levantamento, as companhias que realizaram cortes em verbas publicitárias levaram mais tempo para recuperar as vendas e a lucratividade ao fim da recessão. Mas o mais profundo trabalho sobre o tema foi desenvolvido pelo consultor Tony Hillier.
Durante a crise que se iniciou em 1991, Hillier avaliou as estratégias de marketing de 1 000 empresas. De acordo com o estudo, as companhias que aumentaram os investimentos em propaganda tiveram, em média, lucratividade 4,3% maior do que antes da recessão. Além disso, as empresas que aumentaram os orçamentos de marketing em períodos de recessão ganharam participação de mercado quase três vezes mais rápido do que as empresas que cortaram verbas.Resultado no longo prazo, foi justamente durante a recessão de 1991 que a montadora francesa Renault decidiu lançar com pesados investimentos de marketing o Clio, um modelo de automóvel radicalmente novo para a empresa e que se transformou em um de seus maiores sucessos. A divulgação pesada do novo modelo em um momento em que a queda nas vendas dos carros novos no mercado europeu chegava a 18% levou as vendas a atingir patamares que surpreenderam a montadora. Em dois anos, a Renault subiu do nono para o quarto lugar no ranking da categoria de carros compactos na Europa.
Foi também durante a recessão de 1991 que Sam Walton, fundador do Wal-Mart, cunhou a frase que se tornaria uma espécie de mantra para períodos semelhantes em sua empresa. "Perguntaram-me o que eu achava da recessão. Pensei a respeito e decidi que não participaria dela", disse Walton. Se há hoje uma empresa que resolveu tomar a crise como oportunidade é o Wal-Mart, maior rede de varejo do mundo. Assim que a atual crise financeira eclodiu, em setembro, a empresa passou a veicular anúncios que procuram estimular os consumidores a economizar em suas lojas com o mote "Save money. Live Better" (em português "Economize. Viva melhor"). Além de aumentar o volume de anúncios veiculados, o Wal-Mart adotou promoções agressivas. Em outubro, a rede foi a única empresa do varejo americano a registrar crescimento de vendas. O faturamento em suas lojas aumentou 2,4%, enquanto outras cadeias, como Target, Gap e Macy’s, registraram queda. Ao todo, as vendas do varejo nos Estados Unidos caíram 0,9% no mês de outubro - se o Wal-Mart for excluído do cálculo, a queda atinge 4,2%. "Em momentos de crise como esse, as pessoas buscam produtos com preços mais baixos, e nosso lema é justamente cobrar menos para que elas vivam melhor ", diz Hector Nuñez, presidente do Wal-Mart no Brasil.
O impacto da propaganda
Períodos de crise costumam trazer algumas circunstâncias que beneficiam as empresas que escolhem investir mais em publicidade. Uma delas pode ser a própria timidez dos principais concorrentes. Os consumidores, por sua vez, tendem a manter a fidelidade a marcas que continuam em evidência, mesmo que isso signifique pagar um pouco mais por um produto, desde que ele reconheça e valorize os benefícios que receberá em troca. "Os períodos turbulentos são uma ótima chance para fortalecer uma marca e aumentar a empatia com o consumidor", diz o consultor Tony Cram, da Ashridge Business School, na Inglaterra. "Muitas empresas cortam de imediato os investimentos em propaganda e marketing sem sequer se dar conta de que poderiam reduzir seus custos em áreas operacionais que não serão tão decisivas em momentos de crise."
É exatamente essa a receita que tem sido seguida pela Pepsico nos Estados Unidos. A companhia
está investindo 1,2 bilhão de dólares em um programa de reposicionamento de seus refrigerantes, que inclui, entre outras iniciativas, a renovação de seu logotipo e uma grande campanha publicitária em 2009. O objetivo é garantir mais fôlego à Pepsi na duríssima concorrência com a Coca-Cola em um cenário de queda nas vendas de refrigerante - fenômeno que já acontece há alguns anos nos Estados Unidos e que deve se intensificar com a atual desaceleração econômica. O investimento, que envolve desde uma nova pintura dos caminhões de entrega até uma reforma dos pontos-de-venda da marca, será financiado por um programa de aumento da produtividade operacional que inclui o fechamento de seis fábricas. "Acreditamos que devemos investir para conquistar consumidores para nossa marca, especialmente num momento de retração econômica", disse recentemente a presidente mundial da empresa, a indiana Indra Nooyi, em uma conferência com analistas. Para a Pepsico, ficar longe do consumidor neste momento não é a estratégia mais inteligente a ser seguida - e os estudos sobre o tema dão razão aos argumentos de seus executivos.

Fonte Revista Exame / Editora Abril S.A. – Por Daniella Camargos

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PLEONASMO



O Pleonasmo pode ser tanto uma figura na linguagem como quanto um vicio da mesma, é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão.
O Pleonasmo litérário conhecido como o de reforço ou estilístico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de linguagem para enfatizar algo em um texto. Grandes autores usam muito deste recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.
Já o Pleonasmo vicioso
é o da repetição inútil e desnecessária de algum termo ou idéia na frase. Esse não é uma figura de linguagem, e sim um vício (defeito) de linguagem. Exemplo:

Entrar para dentro / Sair para fora / Subir para cima / Descer para baixo /Hemorragia de sangue /Plebiscito popular / Ilha fluvial do Rio Guaíba / Consenso geral /Opinião individual
Unanimidade de todos /Encarar cara a cara /Repetir de novo / Enfrentar de frente / Vereador municipal / Prefeitura Municipal / Decapitar a cabeça / Exultar de alegria / Prever de antemão / Habitat natural / Conviver juntos / Minha autobiografia / Estrelas do céu / Monocultura exclusiva / Planos e projetos para o futuro / Segredo secreto / Produzir bons (ou maus) produtos / Sonhar um sonho / Gritar alto / Amanhecer o dia / Elo de ligação /Certeza absoluta

2.Ainda temos outro o Pleonasmo figura de linguagem, é um recurso estilístico empregado para emprestar à frase “mais força e colorido, intensidade e beleza.” É uma figura de construção, um recurso estilístico, quando tem a função de realçar a idéia, tornando-a expressiva, deixando-a mais elegante, daí ser chamado de pleonasmo de reforço ou estilístico.

Exemplos:
Minha felicidade eu a conquistei. / A mim me parece certa a observação que ele fez.
Nessas duas frases, temos o emprego de objetos pleonásticos.

Assista ao vídeo vale apena.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Não há distância que separe


Somos de uma geração em que uma lousa, um professor e muita disciplina eram suficientes para as demandas básicas de ensino de então. Mas nós, assim como quaisquer pessoas que não tenham estagnado no tempo, sabemos que a didática avançou a passos largos e a pedagogia tem, hoje, um ferramental que a própria tecnologia contemporânea ajudou a ensejar. Não fazemos essa afirmação só pelo que conseguimos acompanhar (mesmo diante de insuperável distância) do processo de crescimento escolar dos quatro netos, mas, também, pelo que temos vivenciado profissionalmente. E acreditamos que se deve abrir espaço e chamar pelo nome um novo horizonte na relação bilateral do aprender e ensinar: Educação a Distância ou, simplesmente, EAD. A EAD não tem (nem deve ter) a pretensão de substituir o ensino presencial. É, isto sim, uma nova e ágil alternativa, assim como os sites de notícias, se comparados aos jornais impressos. Mas não é uma opção qualquer. É a opção, posto tratar-se de metodologia comprovadamente eficiente, em especial em um país como o nosso. Por que dizemos isso? Várias razões: entre as quais as distâncias continentais brasileiras, o incontido progredir da tecnologia e a aspiração (e necessidade) crescente de qualificar-se, particularmente para os que em tempos de plena juventude não tiveram oportunidade. O Brasil é um gigante geográfico, com uma população relativamente bem distribuída (não com índices homogêneos). Diferentemente de países como o Canadá ou a Rússia (também enormes), não temos regiões, por inóspitas, praticamente desabitadas. E lá são grandes territórios vazios. Não se pode negar, no entanto, que temos áreas, sem a provisão necessária de infra-estrutura educacional. A lógica tradicional pregava que, se o estudante tivesse um lugar próximo disponível para o ensino presencial, ele tenderia a preferir tal metodologia. Como, na prática, nem sempre essa disponibilidade acontecia, surgiu a Educação a Distância. E, com o tempo, liberando o estudante do horário fixo e rigoroso da sala de aula (eu, aluno, faço meu horário, de acordo com as minhas circunstâncias) e dispensando-o da exigência de ir ao local do estudo (minha sala de aula pode ser a minha casa), a opção da EAD mostra que tal alteração, pragmática e inovadora, começa a disputar, no mundo do alunado, com chance de êxito, uma concreta preferência. Um outro pilar de sustentação da EAD tem estacas e fundações fortes no terreno da tecnologia. No ensino tradicional, o aluno se subordina à dinâmica do professor. Não há possibilidade de rever uma aula perdida. O tempo é aquele designado pela instituição de ensino (e só ele). Não existem recursos audiovisuais, além dos usualmente pouco disponíveis e possíveis na sala de aula. E se, no tempo da aula, a compreensão do conteúdo não for plena, não se pode voltar o DVD e reassistir o não entendido. É a diferença entre ver, no campo de futebol, o lance rápido e ficar com dúvidas insanáveis do impedimento não marcado ou acompanhar, na poltrona de casa, a transmissão colorida, com direito a replay elucidativo e esclarecedor. Agora, imagine o mundo cibernético em que você ? e, sobretudo, o seu filho e/ou seu neto ? está envolvido com todas as animações do vídeo-game, dos chips e dos efeitos especiais e reflita sobre qual será o grau de interesse que particularmente um jovem poderá ter em uma aula, ainda e exclusivamente, calcada numa barra de giz e no quadro-negro? A EAD vai ao aluno, enquanto, no presencial, ele ? estudante ? é quem deve ir buscar o aprendizado. Às vezes, longe. E aí entram e se multiplicam os problemas de logística individual: as más estradas, para o rurícola; o trânsito engarrafado e enervante, para o citadino. E tudo isso, e muito mais, significa custo. Em juridiquês, lucro cessante e até dano emergente. O ?plus? dos gastos educacionais (por exemplo, as passagens para ir-e-vir), as horas de trabalho não produzido, substituídas pelo tempo do mero deslocamento etc. pesam no bolso do consumidor-cliente-estudante. Como a média nacional, conforme o MEC, da mensalidade de um curso de graduação (por exemplo, Administração, Pedagogia, Letras, Direito etc.) presencial é de seiscentos reais e a do mesmo curso por metodologia EAD, é de duzentos reais, poder-se-ia até dizer que está, no EAD, a ganhar-se mais e a gastar-se menos. E a preferência pela EAD deve crescer, já que só 11% da expressiva população da chamada classe C, no Brasil, freqüenta faculdades, excluído um majoritário contingente pelo seu limitado poder aquisitivo, diminuto para fazer frente às mensalidades dos cursos presenciais. A EAD tende a cumprir, por isso, neste país enorme, um papel relevante, de socialização abrangente e relativamente célere do saber, popularizando a educação que, em certos níveis, para muitos, ainda se mostra inacessível. Há mais de 5 milhões de brasileiros, agora, esperando por essa chance, cujo chegar se faz, em parte presente, e, em parte, iminente. Finalmente, destaque-se um outro fundamento da EAD: a autodisciplina. Atualmente, cerca de dois milhões e quinhentos mil brasileiros já vivenciaram a metodologia da EAD. E eles são cada vez mais jovens, esperançosos e interessados. Os alunos a distância devem ter um grau consistente de disciplina pessoal para poder bem aproveitar o que se lhes propicia, já que são os regentes operacionais de seu aprendizado. E números estatísticos mostram que se está alcançando esse nível de auto comprometimento. Basta analisar os últimos números do Enade e do Ideb. De 1994 em diante, examinando-se os resultados do Exame Nacional de Desempenho do Estudante, segundo informa o MEC, considerando 13 áreas do conhecimento, em nove delas o melhor desempenho foi de alunos da EAD, o que atesta a sua qualidade, no mínimo similar, ou equivalente, a do presencial. Em resumo, temos tamanho, tecnologia, pessoas comprometidas, por que aspirantes à melhoria, o que nos leva a crer que a EAD crescerá a cada dia em nosso país. E não há distância que nos separe desse crescimento.


Fonte - Carlos Alberto ChiarelliEx-ministro da Educação

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Curso a distância para docente cresce 270%
São Paulo, terça-feira, 04 de novembro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0411200801.htm

Aumento de matrículas em licenciaturas foi verificado em cinco anos; cursos presenciais cresceram 17%Formação a distância para professores da educação básica divide pesquisadores; segundo o MEC, faltam 246 mil docentes no país
Eduardo Anizelli/Folha Imagem

Encontro presencial de alunos a distância nas Faculdades COC, em SP; na instituição, maior parte dos estudantes já opta pelo não-presencialFÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL Enquanto as matrículas em cursos presenciais para formação de professores para educação básica estão quase estagnadas, a modalidade a distância vive uma explosão: em cinco anos, foram 270% de aumento.No mesmo período, as matrículas presenciais (em licenciaturas, normal superior e pedagogia) cresceram apenas 17%.A modalidade em que os alunos não vão todos os dias às faculdades tem sido uma opção para combater o déficit de professores na educação básica do país. Segundo o Ministério da Educação, faltam 246 mil docentes no país; 300 mil não são formados na área de atuação.Especificamente em pedagogia (que forma educadores para ensino infantil e primeira fase do fundamental), houve até um recuo de matrículas no sistema presencial, de 4%, enquanto os cursos a distância cresceram 183%. Assim, para cada três matrículas presenciais nessa área, já há uma a distância.Os dados foram tabulados com base no Censo da Educação Superior por Jaime Giolo, ex-diretor do Inep (instituto de estudos do MEC) e docente da Universidade de Passo Fundo (RS) -2006 é o último ano com informações disponíveis.DivergênciasA formação a distância para professores da educação básica divide os pesquisadores. "É uma resposta precária à necessidade de formação de professores", afirma o coordenador da pós-graduação em educação da USP, Romualdo Portela.Giolo se mostra contrário. Para ele, um dos problemas é que o futuro professor não convive, durante o curso, com situações como enfrentamentos e conversas em sala, o que poderá pesar quando for efetivamente um docente.A ex-secretária estadual de Educação de São Paulo e diretora-presidente do Instituto Protagonistes, Rose Neubauer, discorda. "Ou continuamos com falta de professores ou utilizamos a tecnologia para aumentar o número", diz.Nos cursos a distância, centenas de alunos podem ver uma aula ao mesmo tempo, via satélite, que complementa as apostilas e a internet.Para Neubauer, o ensino a distância permite, inclusive, que haja melhoria na qualidade. "Um bom professor pode dar aula ao mesmo tempo a um número incontável de alunos".Estudo divulgado no ano passado pelo MEC mostrou que os calouros de cursos de pedagogia a distância tiveram notas melhores que os de presenciais no Enade (antigo provão). A situação, porém, se inverte com os formandos dos cursos.Mais alunos"Com a modalidade, chegamos a 39 locais do país", diz a assessora pedagógica da Universidade Metodista de SP, Adriana Barroso de Azevedo. Em pedagogia, são 1.500 alunos (mais que no presencial).Outra instituição que possui mais alunos em pedagogia a distância do que no presencial são as Faculdades COC. A escola tem 148 pólos em 22 Estados; oito na capital paulista."Os alunos desses pólos poderiam fazer o presencial, mas preferem a flexibilidade da modalidade", diz o diretor da escola, Jefferson Fagundes. "Também pesam as mensalidades".No COC, pedagogia presencial custa R$ 350 e R$ 176 no a distância. Na Metodista, os valores são R$ 383 e R$ 207.Aluna de pedagogia a distância, Lilian Georgeto, 34, diz que escolheu o curso por "comodidade". Ela mora em Osasco (Grande SP). "Tenho dois filhos, não poderia ir à faculdade todos os dias. O curso é bom, tenho contato com colegas do país todo. Mas sinto falta da convivência com professores".Segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, a intenção é que a modalidade "complemente" a presencial."Ela supre os locais onde não há um bom curso. É ideal também para professores que estão em serviço e não podem parar para se formar", diz.Bielschowsky afirma que esse é o público preferencial da Universidade Aberta do Brasil, criada em 2005 e que possui 100 mil matriculados.A modalidade também será utilizada pelo governo estadual paulista, por meio da Universidade Virtual de SP. "Levaremos cursos da USP, Unesp e Unicamp a todo o Estado. Isso seria praticamente inviável pelo presencial", diz o secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008


Verdades da Profissão de Professor
Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores.Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados.Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.A data é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos.Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda.

PAULO FREIRE

MESTRES ...NOSSOS PROFESSORES...


As bolas de papel na cabeça,

Os inúmeros diários para se corrigir,

As críticas, as noites mal dormidas...

Tudo isso não foi o suficiente

Para te fazer desistir do teu maior sonho:

Tornar possíveis os sonhos do mundo.

Que bom que esta tua vocação

Tem despertado a vocação de muitos.

Parece injusto desejar-te um feliz dia dos professores,

Quando em seu dia-a-diaTantas dificuldades acontecem.

A rotina é dura, mas você ainda persiste.

Teu mundo é alegre, pois você

Consegue olhar os olhos de todos os outros

E fazê-los felizes também.

Você é feliz, pois na tua matemática de vida,

Dividir é sempre a melhor solução.

Você é grande e nobre, pois o seu ofício árduo lapida

O teu coração a cada dia,

Dando-te tanto prazer em ensinar.

Homenagens, frases poéticas,

Certamente farão parte do seu dia a dia,

E quero de forma especial, relembrar

A pessoa maravilhosa que você é

E a importância daquilo do seu ofício.

É por isto que você merece esta homenagem

Hoje e sempre, por aquilo que você é

E por aquilo que você faz.

Felicidades!!!!

Autor: (Desconhecido)Fonte: (Arte e Educação)

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Equipe


Juntos, seremos mais!
“Grandes visionários são importantes; grandes administradores são fundamentais”. (Tom Peters)Cooperação e colaboração se tornaram palavras de ordem no séc.XXI. Para que a organização alcance um diferencial no mercado, é preciso que funcione como um ser humano, além de viva e atuante, funcione de forma integrada, interagida e interligada, de modo que, todos os envolvidos no processo organizacional realizem de fato cooperação e colaboração.Em uma organização inter-relacionada, torna-se necessário que, cada pessoa, bem como cada departamento, não só compartilhe o seu papel, é preciso ir além, é preciso somar forças, compartilhar conhecimentos, talentos, buscas e anseios, contribuindo assim e lutando em prol do alcance de objetivos comuns.É preciso que haja espírito de união e confraternização, onde todos, sem exceção, desde o porteiro até a diretoria, estejam direcionados às conquistas, mas, com dignidade e respeito, compartilhando, interagindo e integrando as diferenças, enxergando que, para se obter sucesso, torna-se necessário somar forças e não realizar verdadeiros massacres dentro de uma organização, pois, o massacre, além de ser um nefasto comportamento desumano, não irá contribuir com a produtividade e sim com o medo, com a insegurança e com a frustração dos envolvidos, corrompendo então, o elo que poderia existir entre todos, comprometendo assim, o objetivo final.É de suma importância, obstruir esta mesquinhez, que muitas vezes ronda e/ou aparece impregnada dentro das organizações, esta competição não saudável, onde cada um e cada departamento, com muito egoísmo e vaidade, vivem apenas cuidando de seu território. É preciso ir além, é preciso enxergar a organização como um todo e não fragmentada, onde todos possam além de contribuir, perseguir os mesmos objetivos e juntos, somar forças em prol dos mesmos resultados.Torna-se necessário trabalhar a cooperação e a colaboração nas organizações, deixando claro seu valor para todos, mostrando que cada um dentro da organização possui o seu talento e o seu valor, e que, através de um verdadeiro trabalho em equipe, todos saem ganhando, pois, existirá maior interação, cooperação, colaboração e por conseqüência, crescimento do coletivo, assim, obtêm-se melhor resultado, uma vez que juntos, seremos sempre mais.

Texto enviado pela Profa. Nair Cardoso de Freitas Inoue

Fonte; Jornal 10 pela educação

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Clima organizacional é fundamental para o rendimento profissional


Clima organizacional é fundamental para o rendimento profissional
As organizações estão se preocupando cada vez mais com o ser humano dentro das empresas. Além de considerar as dificuldades e anseios vividos pelo profissional, o clima organizacional também tem preocupado bastante os diretores de instituições.O convívio em harmonia entre os colaboradores garante um ambiente de trabalho propício, principalmente, para aumentar a produtividade. O perfil profissional que mais tem se revelado nos últimos tempos é o do ‘pavio curto’, aquele que não consegue relevar certos atropelos do dia-a-dia.O estresse é a principal causa desse tipo de comportamento que atinge boa parcela da população, mas pode ser evitado antes de chegar ao extremo. Esses indivíduos comprometem não apenas suas carreiras mas também o rendimento dos seus colegas."Ter pavio curto é um desequilíbrio emocional, que traz para as organizações muitos problemas, como afastamento, isolamento, improdutividade, clima pesado, processos depressivos e auto-destrutivos e boicotes. Trata-se de um perfil emocional de uma pessoa imatura, que tem dificuldades de perdoar e de reconhecer seus erros e que sempre se considera injustiçada e ameaçada", afirma a especialista em gestão de pessoas Ângela Mota Sardelli, do CLIV Solution Group. Segundo ela, há formas de profissionais com essa característica controlarem seu ímpeto antes que cheguem ao ponto de precisar recorrer a tratamento médico.É importante que as pessoas aprendam a separar a vida pessoal da profissional. De acordo com Ângela Sardelli, controlar a raiva e se esforçar para ouvir a opinião do outro são aspectos fundamentais para esses profissionais não prejudicarem suas carreiras. "A melhor alternativa é não acumular a raiva, porque quando este sentimento não é colocado para fora, produz estragos na convivência com outras pessoas", explica a especialista. A especialista acredita que as organizações que têm problemas com profissionais de ‘pavio curto’ devem apoiá-los, recomendando a eles a busca por um processo terapêutico. "Afinal, é preciso entender que os problemas existem para serem resolvidos e que, em casos extremos, não há nada de errado em buscar ajuda profissional", explica. Segundo Ângela, as empresas também podem colaborar oferecendo programas de gestão de pessoas que melhoram a comunicação e o relacionamento interpessoal na equipe.
(Fonte)Por Pollyanna Melo - www.administradores.com.br

domingo, 28 de setembro de 2008

Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa




O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assina nesta segunda-feira (29) o decreto estabelecendo o cronograma de implantação do Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa no país. O decreto prevê a padronização ortográfica entre os países da língua portuguesa na sede da ABL (Academia Brasileira de Letras), no Rio. A escolha da data acontece em homenagem ao escritor Machado de Assis. Nesta segunda a morte do escritor completa 100 anos.
A reforma ortográfica vem sendo discutida desde 1990 pelos países que integram a CPLP (Comunidade de Países de Língua Portuguesa): Brasil, Portugal, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau e Timor-Leste.
O Brasil será o primeiro país a implementar as regras oficialmente. As mudanças serão feitas de forma paulatina a partir de 1º de janeiro de 2009, com um prazo de conclusão até o início de 2013. O decreto determina que nos quatro anos de transição sejam aceitas as duas formas.
As mudanças devem atingir aproximadamente 0,5% das palavras adotadas no Brasil. Nos demais países as alterações podem alcançar 1,6%. As mudanças mais significativas estão relacionadas à acentuação de palavras, incluindo a extinção do trema.
A assinatura do decreto contará com a participação dos embaixadores de Portugal, Moçambique e Angola. Também participam da solenidade os ministros Fernando Haddad (Educação), Juca Ferreira (Cultura) e o governador do Rio, Sérgio Cabral.
Novas regras
O acordo incorpora tanto características da ortografia utilizada por Portugal quanto a brasileira. O trema, que já foi suprimido na escrita dos portugueses, desaparece de vez também no Brasil. Palavras como 'lingüiça' e 'tranqüilo' passarão a ser grafadas sem o sinal gráfico sobre a letra 'u'. A exceção são nomes estrangeiros e seus derivados, como 'Müller' e 'Hübner'.
Seguindo o exemplo de Portugal, paroxítonas com ditongos abertos 'ei' e 'oi' --como 'idéia', 'heróico' e 'assembléia'-- deixam de levar o acento agudo. O mesmo ocorre com o 'i' e o 'u' precedidos de ditongos abertos, como em 'feiúra'. Também deixa de existir o acento circunflexo em paroxítonas com duplos 'e' ou 'o', em formas verbais como 'vôo', 'dêem' e 'vêem'.
Os portugueses não tiveram mudanças na forma como acentuam as palavras, mas na forma que escrevem algumas delas. As chamadas consoantes mudas, que não são pronunciadas na fala, serão abolidas da escrita. É o exemplo de palavras como 'objecto' e 'adopção', nas quais as letras 'c' e 'p' não são pronunciadas.
Com o acordo, o alfabeto passa a ter 26 letras, com a inclusão de 'k', 'y' e 'w'. A utilização dessas letras permanece restrita a palavras de origem estrangeira e seus derivados, como 'kafka' e 'kafkiano'.
Dupla grafia
A unificação na ortografia não será total. Como privilegiou mais critérios fonéticos (pronúncia) em lugar de etimológicos (origem), para algumas palavras será permitida a dupla grafia.
Isso ocorre principalmente em paroxítonas cuja entonação entre brasileiros e portugueses é diferente, com inflexão mais aberta ou fechada. Enquanto no Brasil as palavras são acentuadas com o acento circunflexo, em Portugal utiliza-se o acento agudo. Ambas as grafias serão aceitas, como em 'fenômeno' ou 'fenómeno', 'tênis' e 'ténis'.
A regra valerá ainda para algumas oxítonas. Palavras como 'caratê' e 'crochê' também poderão ser escritas 'caraté' e 'croché'.
Hífen
As regras de utilização do hífen também ganharam nova sistematização. O objetivo das mudanças é simplificar a utilização do sinal gráfico, cujas regras estão entre as mais complexas da norma ortográfica.
O sinal será abolido em palavras compostas em que o prefixo termina em vogal e o segundo elemento também começa com outra vogal, como em aeroespacial (aero + espacial) e extraescolar (extra + escolar).
Já quando o primeiro elemento finalizar com uma vogal igual à do segundo elemento, o hífen deverá ser utilizado, como nas palavras 'micro-ondas' e 'anti-inflamatório'.
Essa regra acaba modificando a grafia dessas palavras no Brasil, onde essas palavras eram escritas unidas, pois a regra de utilização do hífen era determinada pelo prefixo.
A partir da reforma, nos casos em que a primeira palavra terminar em vogal e a segunda começar por 'r' ou 's', essas letras deverão ser duplicadas, como na conjunção 'anti' + 'semita': 'antissemita'.
A exceção é quando o primeiro elemento terminar e 'r' e o segundo elemento começar com a mesma letra. Nesse caso, a palavra deverá ser grafada com hífen, como em 'hiper-requintado' e 'inter-racial'.
Leia mais
Livro detalha mudanças do acordo ortográfico, já adotadas nesta reportagem
Ministério da Educação abre consulta pública sobre reforma
Premiê evita definir data para implantar acordo ortográfico
Acordo ortográfico será adotado no máximo em 2012, diz MEC


Colaboração para a Folha Onlineda Agência Lusa
Texto atualizado às 20h50

ENADE


Selecionados para Enade 2008 serão conhecidos no próximo dia 26
Da redaçãoEm São Paulo
O Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira) divulga no próximo dia 26 a lista com os alunos selecionados para fazer a prova. Os alunos que não forem selecionados podem participar do Enade como voluntários. As instituições devem informar a opção do aluno dispensado até o dia 3 de outubro. Puderam se inscrever estudantes ingressantes e concluintes habilitados ao exame. O MEC considera ingressantes os estudantes que, até o dia 1º de agosto, concluíram entre 7% e 22% da carga horária do curso. Os concluintes são aqueles que, até a mesma data, concluíram pelo menos 80% da grade curricular mínima do curso ou então estão em condições de concluir o curso ainda em 2008. O Exame será aplicado no dia 9 de novembro, às 13h e terá duração de quatro horas.
DiretrizesAs diretrizes das áreas avaliadas pelo Enade 2008 estão disponíveis para consulta desde o último dia 11. O conteúdo disponível é de áreas específicas e gerais, comum a todos os cursos. Este ano serão avaliadas 12 áreas: arquitetura e urbanismo, biologia, ciências sociais, computação, engenharia, filosofia, física, geografia, história, letras, matemática, pedagogia e química. Entram também na avaliação cursos superiores de tecnologia em: construção de edifícios, alimentos, automação industrial, gestão da produção industrial, manutenção industrial, processos químicos, fabricação mecânica, análise e desenvolvimento de sistemas, redes de computadores e saneamento ambiental. A prova de formação geral terá dez questões, discursivas e de múltipla escolha, que abordarão situações-problema, estudos de caso, simulações e interpretação de texto, imagens, gráficos e tabelas. As questões discursivas abordarão aspectos como clareza, coerência, coesão, estratégias argumentativas, utilização de vocabulário adequado e correção gramatical do texto. Na parte específica, os alunos terão que responder a 30 questões sobre a área de sua formação.
(FONTE - UOL - REDAÇÃO SÃO PAULO)

VENCER COMO PROFESSOR


Como qualquer profissão, a docência passa por mudanças constantes e isso depende intensamente da confiança que o professor coloca em si mesmo, a vontade de transpor os desafios. Não será nada diferente que para a melhoria e qualidade de suas aulas, serão necessárias estratégias e abordagens diferentes.O profissional da educação só será capaz de compreender os acontecimentos ao seu redor quando a sua mentalidade optar por caminhos mais maduros, pois os acontecimentos serão gerados por si mesmo.Vivemos necessariamente em uma época em que se preza o conhecimento, portanto devemos aprender também a escutar e reavaliar a sua missão como docente.Como professor é necessário se sentir bem, saber servir aos seus alunos. Observamos que nos padrões ocidentais o servir remete a uma idéia de sujeição. Por isso que muitas vezes ouvimos que se é professor há um desrespeito ou mesmo uma diminuição profissional. No oriente, servir é uma causa nobre que enaltece e enobrece a alma. Portanto, entendemos que em vários países orientais, apesar do modelo pedagógico, tem os melhores rendimentos em aprendizagem, simplesmente porque não é preciso convencer nenhum professor da importância de sua profissão, pois já é inato e faz parte da sua cultura.Inúmeras são as possibilidades dos educadores buscarem aperfeiçoamento e reciclagem de seus conhecimentos aumentando suas competências. Os estudantes ganham pelo motivo de estarem diante de profissionais bem preparados que saibam reter a atenção na difusão do conhecimento.O professor não precisa utilizar subterfúgios em suas aulas a fim de somente agradar seus alunos. É provado em pesquisas que os alunos sempre lembram dos professores que foram mais exigentes, portanto respeito e confiança são pontos importantes do relacionamento. É necessário conhecimento de relacionamento humano para transmitir informações, saber como o aluno recebe e armazena essas informações. Reitero novamente que devemos focar na aprendizagem.É necessário como em qualquer profissão muita ousadia para o sucesso.Para finalizar, deixo um pensamento abaixo para refletirmos sobre nossa profissão:“A maturidade começa quando nos damos conta que nosso interesse pelos outros é maior do que nossa preocupação por nós mesmos.” (Anônimo)

Fonte (meu amigo Prof. Jhony Yamada)

Obra de Machado de Assis digital




Obra de Machado de Assis é lançada em formato digital
Em homenagem ao centenário da morte de Machado de Assis, o Ministério da Educação (MEC) lançou ontem (23), no Rio de Janeiro, a obra completa do autor em formato digital. São 243 arquivos, que incluem livros como Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Quincas Borba e Esaú e Jacó. O lançamento faz parte da abertura da exposição sobre o autor na Biblioteca Nacional.A versão digital das obras é resultado de uma parceria entre o Portal Domínio Público, do MEC, e o Núcleo de Pesquisa e Informática, Literatura e Lingüística (Nupill), da Universidade Federal de Santa Catarina. "Além de comemorar o centenário, nosso objetivo foi o de tornar acessível aos usuários da internet a obra completa, separada por gênero e em ordem cronológica, em edições confiáveis e gratuitas", afirmou o coordenador do portal, Marco Antônio Rodrigues. O ministro da Educação, Fernando Haddad, será representado pelo subsecretário de Assuntos Administrativos, Espártaco Madureira Coelho.Para facilitar o acesso ao acervo digital, será lançada também uma
página na internet na qual estarão disponíveis arquivos sobre o autor; teses e dissertações de autores contemporâneos de Machado de Assis; bibliografia, elaborada por Galante de Souza para a Revista do Livro, do Instituto Nacional do Livro, em 1958, além de um vídeo produzido pela TV Escola. A página apresenta ainda uma relação de endereços eletrônicos que contêm material sobre o escritor.
(fonte Jornal nota 10)


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Profissões



Profissões
Voltadas para o mercado
As universidades particulares já educama esmagadora maioria dos jovens contratadospelas empresas brasileira
As empresas no Brasil passaram décadas usando um mesmo critério para enxugar as pilhas de currículo acumuladas nos departamentos de recursos humanos: na dúvida entre dois candidatos, ficavam com o que vinha da universidade pública. O quadro começou a mudar nos últimos dez anos, com o aparecimento de centenas de faculdades particulares que despejam milhares de jovens no mercado de trabalho. Uma nova pesquisa mostra em que medida isso teve impacto nas empresas: em 240 das maiores do país, 86% dos funcionários com curso superior saíram de uma instituição privada. Estão distribuídos por todos os escalões. Entre os jovens recém-contratados, os egressos do ensino particular surgem em número ainda maior, o que revela que a tendência só se intensifica: eles são 90% do total. Parte do fenômeno, sobre o qual lançou luz o estudo conduzido pela consultoria Franceschini Análises de Mercado, deve-se à própria expansão acelerada das faculdades particulares. Elas concentram hoje 75% dos universitários. Era esperado, portanto, que também nas empresas houvesse mais deles. O que contribui para a surpreendente predominância das particulares é o fato de oferecerem às empresas formandos com uma visão mais focada nas questões práticas do mercado de trabalho. Resume Sofia Esteves, da Companhia de Talentos, responsável pelo recrutamento de jovens para 160 das grandes empresas no país: "O ensino privado está formando jovens mais prontos para a vida real".
O conjunto de escolas particulares de nível superior que realmente interessa às empresas é, na verdade, bastante reduzido. Constitui-se, basicamente, daquelas que sobressaem nas avaliações do Ministério da Educação (MEC) – e não das que colecionam notas medianas ou ruins, caso de 95% delas. O avanço dos outros 5% é evidente. No último ranking oficial, divulgado neste mês, oito delas figuravam entre as dez melhores faculdades do país e apenas duas eram públicas. Juntas, as particulares atraem quase metade dos Ph.Ds. brasileiros, o dobro de dez anos atrás. Além dos sinais de excelência, as melhores universidades privadas despertam a atenção das empresas porque, na comparação com as públicas, têm um currículo bem menos teórico. Um levantamento recente traz os números para o curso de administração de empresas, entre os mais procurados do país. Nas particulares, 40% das aulas são práticas. Nas públicas, apenas 20%. É uma pequena amostra de um cenário bem mais geral.

Fonte: Revista veja de 20/09/08 /Marcos Todeschini

sábado, 27 de setembro de 2008

Educação a Distância


Ensinar com as novas mídias já é uma revolução, se mudarmos os paradigmas convencionais do ensino que mantêm distantes professores e alunos. Para oferecer cursos a distância, a Instituição deve estar devidamente credenciada para tal.O EAD está normatizado pelo Decreto 5,622/2005 e Portaria Normativa 02/2007 No mundo globalizado, onde o acesso ao conhecimento é o capital mais importante de uma sociedade, é preciso ter acesso à informação e a produção de conhecimento. Saber informática é fundamental para o avanço da educação. É preciso ensinar alunos e professores a lidar com as novas tecnologias para que tenham acesso à produção de conhecimento. Se você não trabalha a formação de professores como prioridade, como agente principal do processo educativo, dificilmente alcança educação de qualidades para todos. A verdadeira construção do conhecimento se dá através de uma troca, de uma relação dialógica, ou seja, acontece através das relações com os outros e com o mundo. A demanda pela EAD cresce a cada dia para atender ás exigências de um mundo em mudança aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Hoje várias instituições de ensino desenvolvem estudos e experiência para aperfeiçoar o processo de transposição da educação para além de seus muros. As novas TICs têm um grande potencial e está trazendo importantes mudanças à educação. A EAD é uma metodologia de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com mudanças de recursos didáticos, de maneira informe. Objetivo da EAD,é aproximar as pessoas, encurtando distância.O ensino Superior a Distância dará a chance de estudo ás pessoas de região longínquas.Esse tipo de ensino contribui para suprir a carência de vagas públicas na educação superior. Perfil do aluno da EAD,Possibilidade de acesso ao saber Mudanças Flexibilidade Os alunos muitas vezes querem fazer um curso Superior, mais não tem tempo ou moram longe das Universidades. Nesse caso a EAD tornou-se uma alternativa. É notório que na EAD a Interatividade entre Professor X Alunos é essencial, visto que sem essa interação o aprendizado pode ser realizado, mas a sua qualidade e o valor significativo ficam comprometidos. Essas vantagens são relevantes na educação, proporcionando uma maior produtividade, rapidez, e retorno imediato. O ambiente inovador da EAD torna-se um agente de mudanças e transformações das práticas pedagógicas, onde o aluno é instrumentalizado para investir em sua formação, apropriando-se de conhecimento. Democratização do acesso ao ensino por meio da modalidade de educação à distância, visando levar cursos de ensino superior voltado para o mercado de trabalho. O estudo a distância em nível superior já é uma realidade consolidada no mundo há muitos anos. Em 2001 nos Estados Unidos mais de 3 milhões de alunos estudavam em curso de graduação e pós-graduação à distância. Entidades certificadoras da qualidade de ensino dos países desenvolvidos, e mais recentemente do Brasil-MEC, reconhecem a qualidade do ensino a distância em nível superior. Os benefícios para os alunos são inegáveis e a qualidade não é inferior à dos cursos presenciais. Atualmente já temos mais de 3 milhões de brasileiros fazendo uso da EAD,recebendo conhecimentos e experiências educativas novas através das mais variadas tecnologias e em todos os níveis de aprendizagem.Todos aqueles que,desejando participar ativamente da economia têm de atualizar seus conhecimentos profissionais e pessoais. Está cada vez mais presente na consciência do HOMEM atual que os fantásticos avanços tecnológicos que vem ocorrendo nas últimas décadas estão produzindo profundas transformações em quase todos os setores da vida social, econômica e política das sociedades, qualquer que seja seu estágio de desenvolvimento. Com as Novas TICs estamos vivendo na era da Pedagogia Transformativa e a educação se afastando cada vez mais dos modelos Tradicionais de educação bancária, estruturais reprodutivas, criticada severamente desde os anos 80 por Paulo Freire e outros tantos educadores.