domingo, 26 de abril de 2009

Metamorfose



Uma lição fácil de aprender ou difícil de esquecer é sobre o julgamento que fazemos pela capa, sem conhecer o conteúdo. Muitas vezes ouvimos piadinhas como: “quem gosta de beleza interior é decorador” ou “Uns gostam dos olhos outros da remela” e entre milhares de ditados populares criticando o estereótipos de feioso. Mas o que é ser feio? Será ser fora de padrões ditado por uma mídia selvagem ou o padrão oferecido pela sociedade? Será que as magrelas esquálidas que desfilam são sinônimo de beleza? Quando a Gisele surgiu muitos falavam que ela era fora de padrão... hoje a uma das mais famosas e bem pagas do mundo. Então temos que quebrar esse modismo que impõe em nossa cultura um tipo ou um modelo. Um preconceito velado e silêncio que condena a grande maioria ao esquecimento. É como o conto do patinho feio que passou pela a metamorfose tendo como mudança do ex-Patinho Feio para o novo Cisne Lindo. O mundo recebe no dia 11 de abril passado mais uma lição, a inglesa Susan Boyle, 47 anos, feia e gordinha e que afirmou nunca ter beijado alguém, apresentou-se no programa Britains Got Talent. Em sua entrada ao palco ficou claro que seria mais uma pessoa a ser ridicularizada por expressar seu sonho em ser uma cantora profissional, entre piadinhas e risadas pelo fato de ser digamos fora de padrão foi vaiada quando disse sua idade e quando anunciou a música que iria cantar: "I Dreamed a Dream", do musical "Les Miserables". Os apresentadores e platéia passaram a olhar com desdenho e incredibilidade. Quando Susan começou a cantar e soltou a voz o público delirou, era a voz de anjo, as pessoas choraram, tentaram cantar junto. Os jurados espantados e exaltados se rendiam a maravilhosa voz. Basta apenas a eles agora arregalar os olhos e engolir os risinhos dados antes. Ao final as pessoas estavam aplaudindo de pé, muitos choravam e o reconhecimento nos comentários dos jurados foi exaltante, entre desculpas pelo cinismo com que ela foi recebida e elogios.
Impossível não se emocionar com a lição de vida que todos recebemos de “um patinho feio” com voz de anjo, recebendo a maior nota do programa desde de sua existência. Hoje o mundo musical está disputando um contrato com Susan Boyler, que simplesmente queria cantar e tocou nossos corações.Imagine quantas Susan existem no mundo e estão ao esquecimento...por simplesmente não fazerem parte do modelo criado e imposto a nós? Passou da hora de analisar e repensar nossos conceitos, temos que buscar algo acima disso, temos que buscar a realização pessoal e profissional sem ficar pensando o que a sociedade irá pensar. Temos que ser felizes.
Assistam ao vídeo abaixo e vejam como as coisas podem mudar quando a gente também muda.


video

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Educação Sem Crise



Chega a ser um grande paradoxo, mas só quem consegue investir pode destaca-se diante da crise econômica que está preocupando a todos nós. Estou falando aqui em investimento em educação, o grande diferencial no mercado de trabalho atual. Em outubro, segundo a Casa Civil, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,5%, a menor do ano, mas o desaquecimento da economia, provocado pela crise financeira global, já dá sinais de que pode afetar esse quadro. As férias coletivas, anunciadas pelas grandes empresas brasileiras, já indicam o risco de demissões no país. A Vale do Rio Doce, por exemplo, anunciou a demissão de 1.300 empregados no mundo inteiro, incluindo o Brasil, devido à retração da demanda mundial. Representantes do setor de construção civil, importante empregador, também já anunciaram que o cenário de contratações é incerto. Isto sem mencionar as montadoras e os fabricantes de autopeças. Em épocas de instabilidade as exigências sobre o colaborador crescem ainda mais e quem não está preparado pode encontrar dificuldades. São em momentos como esse em que outra metodologia de qualificação se destaca e ganha ainda mais força. O Ensino a Distância consegue suprir a necessidade de especialização a custo acessível, chegando a ser até 50% mais barato do que os cursos tradicionais. A flexibilidade oferecida pelo EAD é ideal para pessoas que têm de trabalhar, não possuem tempo de assistir às aulas tradicionais e têm motivação para progredir profissionalmente. Na atual conjuntura econômica, quem não se destacar no mercado de trabalho, pode fazer parte das cartas de demissões. O Ensino a Distância possui um grande diferencial que é a acessibilidade à educação. No Brasil, um país gigante em tamanho e população, uma grande parcela de cidadãos não tem acesso a universidades. Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, aproximadamente 70% dos municípios brasileiros não dispõem de qualquer instituição de ensino superior. Esses são alguns dos fatores que fazem com que o Ensino a Distância seja responsável pela formação de mais de 100 mil alunos. Segundo a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), até 2010 a estimativa é que haja, pelo menos, 350 mil alunos matriculados em cursos de EAD. Tendo estes dados em mãos, fica fácil observar o motivo que o preconceito com o Ensino a Distância vem diminuindo na mesma proporção em que ele alcança um número cada vez maior de adeptos. A globalização e o desenvolvimento da tecnologia estão proporcionando a evolução do EAD em grande parte do mundo. Diversos países, independentemente do desenvolvimento econômico, estão utilizando esta forma de transmitir conhecimento. No Brasil, os investimentos em materiais de qualidade e apostas em novas tecnologias têm conquistado os alunos desta metodologia. O grande objetivo do EAD no Brasil é aumentar o acesso a estudos destinados a camadas da população que não têm esta oportunidade, seja por ter que optar somente pelo trabalho ou por morar longe dos centros urbanos. Investir em educação é contribuir para um melhor desenvolvimento do nosso país, que terá uma população mais preparada para enfrentar os mais diversos riscos que envolvem uma Nação.


Fonte:Jornal da Educação

Autor:Carlos Alberto ChiarelliEx-ministro da Educação,doutor em Direito e diretor de ensino a Distância do IESDE-Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novas TIC's e o educador moderno


Ensinar com as novas mídias já é uma revolução, quem poderia imaginar em mudar os paradigmas convencionais do ensino que mantêm distantes professores e alunos. As intermináveis aulas lidas tipo perguntas e respostas, os clássicos caderninhos amarelos contendo anotações dos professores ou mesmo aquele quadro negro com giz. Pois é aconteceu no mundo globalizado, onde o acesso ao conhecimento é irrestrito e ao alcance de um click. A informação tornou-se moeda de maior valor para a sociedade conectada. Atualmente nossos educadores têm que estar acompanhando as mudanças e se adaptando, saber o básico de informática é fundamental para o avanço da educação. Hoje podemos afirmar que estamos construindo o conhecimento de forma democrática e de livre acesso. A verdadeira construção do conhecimento se dá através de uma troca, de uma relação dialógica, ou seja, através da interatividade com os outros e com o mundo. A demanda por profissionais cresce a cada dia para atender ás exigências de um mundo em mudança aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Essa transposição tecnológica avança a largos passos, as novas TICs têm um grande potencial e está trazendo importantes mudanças à educação.
A Interatividade entre Professor e Alunos é essencial, visto que a capacidade de acesso a informações dos alunos é imensa e quase que instantânea. O profissional da educação terá que estar preparado, caso contrário será refém de sua ignorância virtual. Com alunos fazendo uso da tecnologia o professor terá como tarefa principal a capacitação para tal.
Certamente serão necessárias mudanças e transformações das práticas pedagógicas, inovando durante a caminhada. Democratização do acesso ao ensino fazendo uso das novas tecnologias certamente não é modismo e canhinha para a consolidação deixando o patamar de tendência a fato, isso ocorre não apenas na área de educação, mas em todos os setores da vida social, econômica e política das sociedades, qualquer que seja seu estágio de desenvolvimento.
Com as Novas TICs estamos vivenciando a era da Pedagogia Transformativa e a educação se afastando cada vez mais dos modelos Tradicionais de Educação Bancária, estruturais reprodutivas, criticada severamente desde os anos 80 importantes educadores entre eles Paulo Freire. Agora cabe a nós profissionais a qualificação e aprendizagem de tecnologias inovadoras e facilitadoras.