sábado, 26 de dezembro de 2009


AMIGOS,


Sempre nos pegamos pensando ou falando:

"Ano novo...vida nova!!!"

Certamente quando refletimos sobre o que realmente quer dizer essa afirmação cai uma dúvida, será que colocamos mesmo em prática?

Precisamos abrir as janelas da mente e do coração e olhar o futuro.

Esquecer as metas não atingidas, sonhos não cocretizados e desafios inesperados.

Olhar de forma minuciosa para o nosso eu interior, enfim acreditar que essa mudança depende exclusivamente de você. O seu trabalho mental em acreditar e realizar é fundamental, pois somente você poderá fazer isso e mais ninguém!

O próximo passo é derrubar aquelas barreiras internas tão prejudiciais como:

* Preconceito consigo

* Medo

* Inveja

* Rancor

Não podemos esquecer que mundo ao seu redor reflete o que você é.


FELIZ ANO NOVO!!!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

FELIZ NATAL E PRÓPERO ANO NOVO


ARMENIAN: Shenoraavor Nor Dari yev Pari Gaghand.


AZERI-AZERBAIJAN: Tezze Iliniz Yahsi Olsun.


BASQUE: Zorionstsu Eguberri. Zoriontsu Berri Urte.


BULGARIAN: Tchestito Rojdestvo Hristovo.


Tchestita Nova Godina.


CATALAN : Bon Nadal i Felic, any nou


CHINESE-CANTONESE: Gun Tso Sun Tan'Gung Haw Sun.


CHINESE-MANDARIN: Kung Ho Hsin Hsi. Ching Chi Shen Tan.


CZECH: Prejeme Vam Vesele Vanoce a stastny Novy Rok.


DUTCH: Zalig Kerstfeest en een Gelukkig Nieukjaar.


ESTONIAN: Roomsaid Joulu Phui ja Uut Aastat.


FINNISH: Hyvaa joula. Onnellista Uutta Voutta.


FRENCH: Joyeux Noel et heureuse Anne.


GAELIC-IRISH: Nolag mhaith Dhuit Agus Bliain Nua Fe Mhaise.


GAELIC-SCOT: Nollaig Chridheil agus Bliadhna Mhath Ur.


GERMAN: Frohliche Weihnachten und ein Glueckliches Neues Jahr.


GREEK: Kala Khristougena kai Eftikhes to Neon Ethos.


HAWAIIAN: Mele Kalikimake me ka Hauloi Makahiki hou.


HEBREW: Mo'adim Lesimkha.


HUNGARIAN: Boldog Karacsonyl es Ujevl Unnepeket.


ICELANDIC: Gledlig jol og Nyar.


INDONESIAN: Selamah Tahun Baru.


IROQUOIS: Ojenyunyat Sungwiyadeson honungradon nagwutut.Ojenyunyat osrasay.


ITALIAN: Buon Natalie e felice Capo d'Anno.


JAPANESE: Shinnen omedeto. Kurisumasu Omedeto.


KOREAN: Sung Tan Chuk Ha.


LATVIAN: Priecigus Ziemas Svetkus un Laimigu Jauno Gadu.


LITHUANIAN: linksmu sventu Kaledu ir Laimingu Nauju Metu.


MANX: Ollick Ghennal Erriu as Blein Feer Die. Seihil asSlaynt Da'n Slane Loght Thie.


NORSE-DANISH: Gledlig jul og godt Nytt Aar.


POLISH: Wesolych Swiat Bozego Narodzenia i szczesliwegoNowego Roku.


PORTUGUESE: Feliz Natal e Próspero Ano Novo.


RAPA-NUI (Easter Island): Mata-Ki-Te-Rangi.Te-Pito-O-Te-Henua.


ROMANIAN: Sarbatori Fericite. La Multi Ani.


RUSSIAN: Pozdrevly ayu sprazdnikom Rozhdestva Khristova isNovim Godom.


UKRANIAN: Veselykh Svyat i scaslivoho Novoho Roku.


SAMOAN: La Maunia Le Kilisimasi Ma Le Tausaga Fou.


SLOVAK: Vesele Vianoce. A stastlivy Novy Rok.


SERB-CROATIAN: Sretam Bozic. Vesela Nova Godina.


SINGHALESE (Ceylon/Sri Lanka): Subha nath thala Vewa. SubhaAluth Awrudhak Vewa.


SLOVENE: Vesele Bozicne. Screcno Novo Leto.


SPANISH: Feliz Navidad y prospero Ano Nuevo.


SWEDISH: Glad jul och ett gott Nytt ar.


TAGALOG (Filipino): Maligayamg Pasko. Masaganang Bagong Taon.


TURKISH: Yeni Yilnizi Kutar, saadetler dilerim.


WELSH: Nadolic Llawen. Blwyddn Newdd Dda.

TUDO ISSO APENAS PARA DESEJAR UM FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

BANDEIRA BRASILEIRA






Como é linda nossa bandeira e cores. Um País formado por cidadãos do mundo, lugar onde a beleza é representada na alegria, no calor humano e principalmente pela perseverança. Um povo guerreiro, trabalhador que não deixa nada abalar. Esse é nosso
Brasil... lugar como esse ainda não existe.

BANDEIRA


A bandeira foi encontrada no hall da Prefeitura (Foto: Caco Konzen/ Ag. RBS)


A bandeira do Brasil hasteada no sábado (1º) na abertura da Semana da Pátria em Estrela (RS) foi furtada e parcialmente queimada. Segundo a assessoria de imprensa da Prefeitura, a bandeira sumiu no domingo (2) e foi encontrada na segunda-feira (3), no hall de entrada da sede da administração municipal.
Logo que foi constatado o furto, as bandeiras do Rio Grande do Sul e de Estrela, que estavam na mesma praça, foram retiradas. Na segunda-feira, uma nova bandeira do Brasil foi hasteada, ao lado dos pavilhões do estado e do município e do fogo simbólico da Semana da Pátria. Os símbolos devem permanecer no local até sexta-feira (7), quando é comemorado o Dia da Independência. A praça onde estão as bandeiras fica em frente à Prefeitura. A segurança na região foi reforçada. A polícia está investigando o caso.

Do G1, em São Paulo, com informações do ClicRBS


Esse fato é lamentável independentemente de crença, nacionalidade, sexo, posição social, condição econômico-financeira, cultura, e até mesmo de idade. É uma grave falta de respeito. E é facílimo concluir que todos querem ser respeitados, como diz o ditado popular "respeito é bom e eu gosto". Todos gostam.
Certamente é conveniente que perguntemos: o que será preciso fazer para introduzir o respeito entre nós? Como nos dias de hoje pode haver ainda entre nossos cidadãos pessoas capazes de realizar um ato desses, rouba a bandeira nacional e queima por vandalismo?
Respeito é bom, é ótimo, e dele todos nós gostamos.
Não se trata apenas de patriotismo exagerado e sim de respeito, simplesmente respeito...

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

EDUCADORES


Este é um dia importante para que possamos refletir sobre o quanto é grande o nosso papel como educador em nossa sociedade. Especialmente no Brasil que passa por tantas transformações e que possui relevância cada dia maior no mundo.

Sabemos todos que o nosso país somente poderá, de fato, atingir o nível que merece em comparação com outras nações se a educação for a base de todo o desenvolvimento.

Muitos já estão conscientes de que devemos deixar de ser o país do futuro, para ser o PAÍS DE HOJE , pois a hora é agora. A responsabilidade por essa transformação não pode ser atribuída apenas aos professores, mas certamente estes exercem um papel fundamental no cenário. Somos apenas uma pequena ferramenta no dia-a-dia, mas queremos dar a nossa contribuição.
P A R A B É N S PROFESSORES! ! !

domingo, 11 de outubro de 2009

Raio X para novas práticas - por: Marta Avancini



Amigos estava lendo essa matéria e achei interessante por ser bem reflexiva espero que gostem!

Raio X para novas práticas
Especialistas refletem sobre cursos de pedagogia e licenciaturas e propõem os princípios para atualizar a formação docente. Entre as sugestões, um consenso: é preciso aumentar o contato direto entre o futuro professor, as escolas em que atuará e os conteúdos a serem ministrados


Marta Avancini



A formação de professores é o tema da vez. À medida que o problema da qualidade da educação ganha centralidade - seja nas políticas, seja no debate público - fica evidente que, sem um investimento forte e consistente na formação dos profissionais que assumirão as salas de aula, especialmente a inicial, não se conseguirá produzir avanços na aprendizagem nem melhorar a qualidade da educação.


O poder público, em várias instâncias e partes do país, vem tomando iniciativas nessa área. Em maio último, o Ministério da Educação (MEC), lançou o Plano Nacional de Formação de Professores da Educação Básica, um esforço inédito no Brasil, que envolve governo e 90 instituições públicas de ensino superior em 21 estados com o objetivo de formar, até 2014, 330 mil professores que estão na ativa, mas que não contam com formação de nível superior adequada. A falta de formação ou a formação inadequada dos professores é apontada como um problema central, capaz de impedir os avanços na qualidade do ensino.


Além do governo federal, estados e municípios estão tomando suas providências. Em algumas localidades, como o Estado de São Paulo, o governo anunciou a intenção de criar a Escola de Formação de Professores, com a finalidade de estreitar a distância entre os cursos de pedagogia e licenciatura e a sala de aula. A partir do momento que a Escola começar a funcionar, os ingressantes no magistério na rede estadual terão de frequentar, durante quatro meses, 360 horas de cursos para complementar e aprimorar sua formação.


As iniciativas, enfim, surgem aqui e ali, alimentando a esperança de que, talvez desta vez, se consiga sanar mazelas e modificar culturas e práticas cristalizadas há décadas e que vêm se mostrando ineficazes no sentido de formar profissionais capazes de promover uma aprendizagem significativa e em sintonia com as demandas da sociedade do século 21. Mas, para além dessas iniciativas pontuais, o desafio central que se coloca é renovar os cursos de pedagogia e licenciatura.


Basta uma rápida consulta aos percentuais das avaliações oficiais, cujos resultados chegam a ser lamentáveis, para se perceber que há um longo caminho a percorrer a fim de que a Educação Básica cumpra seu papel estabelecido legalmente: promover o desenvolvimento da criança e do jovem, de modo a assegurar uma formação para o exercício da cidadania, que forneça meios para progredir no trabalho e para prosseguir nos estudos. E a mudança deste cenário perpassa, necessariamente, pela renovação da formação inicial docente.


Apesar de essa consciência estar aumentando e as políticas nessa área estarem saindo do papel, um aspecto fundamental ainda não veio à tona: o debate sobre o perfil do professor que se espera que seja formado nas instituições de ensino superior. Nesse contexto, e com o objetivo de aquecer as discussões, a revista Educação solicitou que um grupo de especialistas, de várias regiões do país, se pronunciassem sobre as características que os cursos de formação de professores deveriam ter.

Antes de tudo, contextualizar

A primeira questão que se coloca é ter clareza quanto ao perfil do professor que se deseja. Ela não diz respeito somente a uma projeção de um modelo que deseja atingir. Diferentemente, está relacionada à compreensão do contexto no qual o profissional vai exercer o seu ofício.
Ou, nos termos da coordenadora das Licenciaturas Diversas da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Fátima Cruz, a construção do "professor ideal" está intimamente relacionada ao seu tempo histórico, ao contexto geopolítico, às verdades e questionamentos dos achados científicos de uma época e à conjuntura socioeducacional. Não bastassem esses elementos de ordem macrossocial, há que se considerar ainda, segundo Fátima, os aspectos de natureza microssocial do plano da subjetividade - ou seja, "dos autores, atores e agentes". "Qual a formação docente e qual a estrutura política e social que, na prática pedagógica, explicitaria o tipo de ser humano e de sociedade que queremos?", questiona a pesquisadora.


Essa é apenas uma das perguntas que se colocam. Há que se ter ainda clareza com relação ao que se compreende socialmente por qualidade de ensino, bem como em relação à lógica e aos valores que se pretende garantir pela via da educação escolar. Em síntese: "O que a sociedade define como valor na base da construção e do desenvolvimento das novas gerações?", reflete Fátima.


É em meio a reflexões dessa natureza que se compreende por que o bom professor de 50 anos atrás não é mais visto com bons olhos. Naquela época, a expectativa era a de que o professor tivesse um "bom manejo da classe" e transmitisse os conteúdos formais aos alunos, uma realidade bem distinta da de hoje.

Educação x pedagogia

Ainda no campo conceitual, o professor do Departamento de Planejamento e Administração da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) Rogério Córdova agrega outra problemática relevante: a da identidade da pedagogia.

Na opinião dele, tem prevalecido no Brasil uma sobreposição dos conceitos de educação e pedagogia, na qual a primeira se apresenta como uma "prática social" e a segunda como "a ciência da educação". "Isto me parece um grande equívoco, pois educação e pedagogia não podem ser reduzidas uma à outra, já que são manifestações distintas de um fenômeno", defende Córdova.

Ou seja, em sua acepção, a educação consiste em um fenômeno antropológico e sociológico amplo e difuso, que diz respeito ao processo por meio do qual as sociedades transmitem seus valores, suas leis, suas normas tendo em vista a perpetuação da própria sociedade. Trata-se, então, da educação acontecendo no convívio social, fazendo de todo membro da sociedade um educador (e também um educando).

Já a pedagogia, propõe o professor Córdova, consiste em "uma prática educativa" que se realiza "de maneira sistemática, metódica, planejada, avaliada, numa intencionalidade específica". Ou seja, o que costumamos chamar de educação formal."

Trata-se de um fenômeno não difuso, mas intencional e sistematizado segundo métodos que orientam essa prática na identificação dos educandos, na definição do que será ensinado a eles, na ordenação desses conteúdos e ensinar, na identificação de seus objetivos - factuais, conceituais, procedimentais e atitudinais", afirma Córdova, citando o educador espanhol Antoni Zabala.

A pedagogia como prática

O fundamental a se compreender, continua o professor da UnB, é que o termo prática não possui necessariamente um sentido depreciativo que remeta a uma atividade de menor valor por não possuir caráter acadêmico ou científico. Diferentemente, prática diz respeito a uma atividade de transformação. "No caso, uma atividade de transformar pessoas. E, como é impossível alguém transformar alguém dotado de autonomia, trata-se de ajudar crianças, adolescentes, jovens ou adultos a se transformar."


De um lado, essa concepção remete ao processo histórico de construção da pedagogia enquanto saber. Nesse sentido, é significativo que na Grécia e na Roma antigas, o termo pedagogia remetesse à atividade de conduzir fisicamente crianças aos locais de aprendizagem. Com o passar do tempo, explica Córdova, assumiu uma conotação simbólica: conduzir os alunos às aprendizagens.


É por isso que, em se tratando de uma atividade que integra o processo de formação - entendida como educação - das futuras gerações, a pedagogia deveria ser mais valorizada por sua relevância, já que desempenha um papel estratégico para a sobrevivência de uma sociedade.

Ser professor hoje

O papel e as expectativas em relação ao professor mudam tanto de uma sociedade para outra, quanto ao longo da história. E na medida em que seu papel social é ressignificado, os processos formativos também o deveriam ser. Mas não é isso que tem ocorrido. O que se constata é a distância entre a estrutura dos cursos de pedagogia, a realidade da sala de aula e as demandas que se colocam para o exercício do magistério.

O professor de hoje precisa estar preparado para atender às exigências de uma realidade cada vez mais complexa, na qual o ensino, desde cedo, tem de estar em consonância com o avanço das novas tecnologias e demandas globais e regionais. "Além disso, a educação deve estar voltada para a prática daquilo que se está aprendendo na teoria", complementa Maria José de Sena, presidente do Fórum de Pró-Reitores de Graduação de Universidades Brasileiras (ForGrad).

Cabe, então, ao professor desempenhar uma multiplicidade de papéis que levem em consideração as mudanças que vêm se operando no cotidiano e abrangem desde a lógica do mercado de trabalho, o avanço da tecnologia, a velocidade dos processos de comunicação, a ampliação do conhecimento, até transformações de ordem cultural - a mudança da organização familiar e a violência, por exemplo. Somam-se a isso, na opinião de Fátima Cruz, a fragilização dos sistemas públicos de ensino, da precarização das condições de trabalho, a ausência de tempo para a reflexão e os questionamentos em relação às práticas dos professores tanto por parte das famílias quanto por parte da sociedade.

Para dar conta da complexidade desse cenário, espera-se, então, ideal­mente falando, que o professor seja um profissional dotado de autonomia intelectual, tenha uma visão crítica da sociedade, seja capaz de estabelecer um diálogo crítico com o mundo, facilite a aprendizagem crítica, interaja com o contexto social e cultural dos alunos. Como sintetiza a coordenadora de Licenciaturas Diversas da UFPE, "o professor é um profissional do desenvolvimento da dimensão humana, da cultura e das interações sociais".

A centralidade do currículo
Nesse contexto, o currículo dos cursos de formação desempenha um papel central, pois uma estrutura e uma organização adequada dos componentes que compõem a formação inicial do docente são a base para que o profissional possa desempenhar as tarefas que se espera dele.

E esse é justamente o elo frágil da cadeia. A pesquisa Formação de professores para o ensino fundamental: instituições formadoras e seus currículos, da Fundação Carlos Chagas, demonstra que predomina a formação teórica, especialmente nas disciplinas de fundamentos gerais da educação. Isso não significa que as disciplinas de formação profissional estejam totalmente ausentes, mas mesmo nestas prevalecem os referenciais teóricos.

A prática - que poderia ser a chave para possibilitar uma maior aproximação com as demandas da sociedade e da escola - está ausente de boa parte dos cursos de formação inicial de professores. Nas licenciaturas, somente 10% dos currículos são dedicados à didática e 95% não têm especificações para seus programas de estágio, o que remete a um questionamento se eles estão cumprindo sua função: efetuar a integração dos profissionais que estão sendo formados pelas universidades e faculdades com as escolas.

No que diz respeito aos anos iniciais e à educação infantil, os conteúdos a serem desenvolvidos nessas etapas quase não estão presentes nos currículos: a educação infantil é contemplada por menos de 5% dos conteúdos dos cursos de pedagogia, boa parte dedicada a fundamentos e informações gerais sobre essa etapa.

"Como esperar que as creches e pré-escolas desenvolvam um trabalho significativo, se seus professores quase nada aprendem sobre desenvolvimento infantil, sobre formas de trabalhar com crianças bem pequenas, sobre como associar a educação e o cuidado, sobre como organizar um ambiente estimulante para crianças que permanecem longas horas diárias nas instituições?", questiona Maria Malta Campos, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas.

Diante dessa realidade, Magda Soares, professora emérita da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora do Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), conclui: "Os cursos de pedagogia não vêm atendendo ao objetivo de formar adequadamente professores para a educação infantil e para as séries iniciais do ensino fundamental".O cenário não é o ideal, mas, ao mesmo tempo, propício a mudanças, impulsionadas pela necessidade de melhorar a qualidade da formação dos professores. Em muitas das instituições de ensino superior envolvidas no Plano Nacional de Formação de Professores para a Educação Básica estão sendo discutidas e implementadas mudanças nos currículos, conta Maria José, a coordenadora do ForGrad.

"O currículo é o ponto de partida para que a Educação Básica promova uma melhor articulação entre teoria e prática." Nesse sentido, diz Maria José, cada instituição de ensino está realizando suas próprias discussões, com vistas a formatar um curso capaz de formar professores mais aptos a trabalhar dessa maneira. Uma das discussões no âmbito do ForGrad, por exemplo, diz respeito a um novo formato para o ensino de ciências, com uma carga horária maior, incorporando novos temas de estudo e pesquisa relacionados aos jogos, à informática e à robótica.

Nessa perspectiva, Maria Malta Campos, da Fundação Carlos Chagas, considera que o ponto de partida é distinguir o perfil dos professores de acordo com a organização da Educação Básica no país. Como se sabe, a educação infantil e os primeiros cinco anos do ensino fundamental preveem um professor polivalente, formado preferencialmente em pedagogia. Para o segundo segmento do ensino fundamental e o ensino médio, são necessários professores especializados.

"Portanto, para que estejam bem preparados para trabalhar nessas diferentes etapas da Educação Básica, os professores precisam principalmente de dois tipos de conhecimento: dominar os conteúdos que irão desenvolver com as crianças e conhecer os métodos de trabalhar esses conteúdos mais adequados a cada faixa etária e a cada etapa da educação", propõe Maria Malta Campos.

Exemplificando: um professor pode trabalhar noções de matemática com alunos de 4 anos em uma pré-escola (aprender a contar até 10 ou até 100, por exemplo), com alunos de 7 anos de idade em uma 2ª série do fundamental ou conceitos e operações mais complexas com alunos adolescentes do ensino médio. "Em cada caso, ele precisará conhecer bem os conteúdos de matemática previstos para aquela faixa etária e também precisará saber como trabalhar com crianças pequenas que ainda não sabem ler, com crianças que ainda estão se alfabetizando no 2º ano, e com adolescentes, ou até mesmo jovens, que ingressaram no ensino médio."

Ou seja, para desempenhar bem sua tarefa, o docente necessita de uma formação que lhe garanta instrumentos para lidar com as especificidades de cada faixa etária, bem como com a diversidade de situações que se apresentam em sala de aula. Daí a importância de os cursos de pedagogia e licenciatura darem mais ênfase aos conteúdos a serem trabalhados com os alunos nas escolas, bem como aos métodos para trabalhar esses conteúdos.

"Tanto o aluno de pedagogia como o de licenciatura precisam aprender as duas coisas, sendo que o aluno da licenciatura necessita de uma base maior nessa área de conhecimento, pois irá trabalhar com conteúdos mais complexos a partir do 6º ano do ensino fundamental."

A professora emérita da Faculdade de Educação da UFMG Magda Soares segue a mesma linha de raciocínio, ao enfocar a formação de professores para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental. Para ela, as disciplinas de conteúdos relativas a essas etapas devem "predominar nitidamente nos currículos" ao lado das disciplinas de formação pedagógica."

O conteúdo a ser ensinado é tão importante na formação destes professores quanto na formação de docentes para os anos finais e o ensino médio. Talvez até mais importante, já que são docentes que devem cumprir a difícil tarefa de 'simplificar sem falsear', o que só é capaz de fazer quem tem conhecimento amplo e seguro do conteúdo", analisa Magda.Mas, nessas etapas, não basta dominar os conteúdos, agrega a professora da UFMG, os cursos de pedagogia também devem contemplar metodologias de integração de conteúdos, a fim de dotar os futuros professores de instrumentos que os tornem capazes de articular e integrar os vários conteúdos ministrados.

Ainda no campo dos conteúdos que os cursos de pedagogia e as licenciaturas devem contemplar, Maria Malta enfatiza a necessidade de incluir temas como diversidade cultural, meio ambiente, novas tecnologias, os quais ganham cada vez mais relevância no contexto da sociedade contemporânea.

Atenção à alfabetização

Cada área do conhecimento e segmento da Educação Básica possui suas especificidades. Dentre elas, uma merece especial atenção no caso do Brasil: a leitura e escrita. Para fortalecer a formação dos docentes que vão lidar com as crianças na fase da alfabetização, a professora Magda Soares propõe a inclusão de disciplinas de linguística e psicologia cognitiva nos cursos de pedagogia (a fim de fortalecer a fundamentação sobre o processo de alfabetização) e de disciplinas relativas às metodologias de alfabetização.

No campo da leitura, seria importante que os cursos de pedagogia contemplassem disciplinas que permitam aos futuros professores exercitar a leitura e a produção de textos, além daquelas relacionadas às metodologias da leitura e da produção textual. Finalmente, para formar professores em condições de inserir as crianças no mundo da literatura, os cursos de pedagogia devem ter disciplinas de literatura infantil e de metodologia de trabalho com textos literários.

Em síntese, Magda propõe uma estrutura na qual os estudantes de pedagogias e licenciaturas tenham acesso aos conteúdos com os quais vão lidar quando chegarem às salas de aula. Nesse sentido, a especialista enfatiza a necessidade de tais disciplinas serem ministradas por professores formados nas licenciaturas correspondentes aos conteúdos, com especialização ou pós-graduação em Educação ou vice-versa.

Mais espaço para a prática

Se o território de atuação do professor é a escola, é imprescindível que a formação deste profissional esteja voltada para a prática educativa e a prática social, defende Rogério Córdova, da UnB. "A formação tem de dar conta da preparação para o exercício competente dessa prática."

Isso se traduz numa mudança da estrutura dos cursos de pedagogia e licenciaturas, de modo a colocar os alunos em contato com os "contextos reais" - ou seja, as escolas nas suas variadas formas de organização (escolas públicas e privadas, infantis, de ensino fundamental e médio, educação profissionalizante, especial etc.) - desde o início do curso e segundo as opções e interesses dos alunos.

"Essa dimensão da formação para a prática é uma reivindicação dos estudantes e costuma ser a parte frágil da formação pedagógica", analisa Córdova. "Existem relatos de ex-alunos que foram aprovados em concurso público, por exemplo, e abandonam a sala de aula nos primeiros meses, ou até semanas, por não se sentirem capazes de dirigir o trabalho de aprendizagem com um grupo de crianças."

Em contrapartida, continua ele, os estudantes que passam por cursos em que há articulação entre teoria e prática relatam o contrário. "Esses últimos apontam o rumo a ser seguido na formação pedagógica", defende.

O lugar da teoria

Ao enfatizar a necessidade de disciplinas práticas nos cursos de pedagogia e licenciatura o que está em questão não é a abolição da teoria, mas, sim, o estabelecimento de outro tipo de relação entre essas duas dimensões, distinta da que se vê atual­mente - o predomínio absoluto da teoria dissociada do exercício efetivo da docência.

"A aprendizagem dos fundamentos da educação, em áreas como história, psicologia, sociologia, entre outras, permite a construção de uma visão mais abrangente e crítica do significado da educação no mundo de hoje", analisa Maria Malta.

A coordenadora das Licenciaturas Distintas da UFPE, Fátima Cruz, segue a mesma direção ao defender que os cursos de formação inicial de professores tenham uma base teórico-metodológica de história e política local e global. Isto para permitir "ao professor dialogar com a realidade e desvelar suas contradições", condição para que ele seja capaz de compreender as relações entre a educação e os projetos de sociedade.

Ainda nesse sentido, a formação do futuro docente deve ser ampla, contemplando as dimensões das interações humanas, a estética, a ética, a comunicação, assim como conteúdos que permitam a eles compreender as diferenças, habilitando-os a estabelecer um diálogo com a diversidade. Isto para que, ao chegarem às salas de aula, os professores sejam capazes de realizar um trabalho que favoreça a autonomia de seus alunos.

Produção de conhecimento

Os cursos de pedagogia e licenciatura precisam, ainda, favorecer a atuação dos professores da Educação Básica enquanto produtores de conhecimento. Também nessa dimensão a teoria desempenha um papel central, na medida em que fundamenta e orienta a atuação do docente enquanto produtor de conhecimentos.

Essa dimensão é uma característica que se torna particularmente relevante no contexto atual, de franco desenvolvimento das tecnologias da informação. Nessa medida, um desafio que se coloca é como tirar proveito delas enquanto instrumentos capazes de suscitar o desejo de aprender e, ao mesmo tempo, favorecer uma aprendizagem eficaz, vinculada às necessidades e demandas dos indivíduos e da sociedade.

Para o professor Rogério Córdova, trata-se de um "novo capítulo no desenvolvimento da pedagogia" e um processo "incontornável nesta era digital", no qual se coloca a necessidade de configurar ambientes de aprendizagem metódica, sistemática, planejada. Nesse contexto, o professor se torna agente de produção do próprio conhecimento, bem como assume o papel de articulador e organizador da aprendizagem, tanto na escola regular como em outros ambientes de aprendizagem.

O perfil do professor ideal

- Possui autonomia intelectual
- É capaz de estabelecer diálogo crítico com o mundo

- Facilita aprendizagem- Interage com o contexto social e cultura dos alunos

- Tem consciência de que deve se manter atualizado


"É um profissional do desenvolvimento da dimensão humana, da cultura e das interações sociais"

Caracteristicas essenciais para os cursos

- Formação deve estar associada à prática

- Devem ter fundamentos da educação em história, psicologia, sociologia

- Devem ter disciplinas de formação pedagógica

- Devem ter disciplinas dos conteúdos das séries em que vai lecionar

Educação Infantil

Devem abarcar desenvolvimento infantil, formas de trabalhar com crianças bem pequenas, associar a educação e o cuidado, organizar um ambiente estimulante para crianças

Alfabetizadores

Devem ter disciplinas nas áreas de línguistica, psicologia cognitiva e metodologia da alfabetização

Fonte: REVISTA EDUCAÇÃO - EDIÇÃO 150 por : Marta Avancini http://revistaeducacao.uol.com.br/textos.asp?codigo=12778

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

EDUCAÇÃO DE QUALIDADE É A SOLUÇÃO!


Hoje abro nosso espaço com uma pergunta:

"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?"
Essa pergunta foi a vencedora em um congresso sobre vida sustentável.

Estava navegando na internet quando li essa pergunta postada em um blog. Então passei a pensar e percebi como a questão é reflexiva e desafiadora. Entre muitas suposições a que mais me agrada é a de começar a mudança justamente com a transformação de valores realmente importantes e ajudar a nossos filhos a construir uma consciência solidária e coesa com as necessidades para um planeta equilibrado e sustentável. É um desafio grande, mas necessário, o caminho certo é a "educação escolar" de qualidade e a "educação familiar" dada pelos pais. Essa parceria é essencial para uma solução importante como essa, afinal estamos falando de nossa casa, nossa cidade, nosso país e nosso planeta. E não se trata de quimera ou utopia e sim da realidade que enfrentamos. Um bom desafio... para o cidadão do século!!!

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

O lugar da ética no trabalho do (a) professor (a)


Amigos,


Li essa matéria há alguns dias enviado por uma grande amiga, gostei e postei a todos.


Abraços.


Marcio


O lugar da ética no trabalho do (a) professor (a)

Por PAULO MEKSENASSociólogo e doutor em educação pela USP. É autor do livro Pesquisa Social e Ação Pedagógica, São Paulo, Loyola, 2002. Atualmente é professor adjunto no Centro de Ciências da Educação da UFSC.



Muitas são as reflexões acerca do papel social do professor(a) na modernidade. Em número crescente surgem os artigos; os ensaios e as teses, que buscam indicar os caminhos necessários ao exercício desta profissão. Assim, se escreve sobre como é ou deve ser a relação do professor com os pares e com os seus alunos; a respeito das relações didáticas e inerentes à socialização do conhecimento; das lutas à democratização do ensino; da violência e da crise da instituição escolar; dos modos e das formas da gestão em políticas públicas na educação. Por outro lado, ao mergulhar na discussão da prática docente no cotidiano institucional poderíamos indagar: como os professores se posicionam diante das noções de bem e mal; do justo ou injusto; do que é ou não correto? Ou, em outros termos, como os aspectos de uma moralidade profissional podem constituir-se em posturas éticas no exercício da profissão? Assim, a presente reflexão busca formular algumas questões sobre o lugar da ética no trabalho do professor(a).Definições sintéticas indicam o início da discussão do tema em questão e, nesse aspecto, a moral pode ser um ponto de partida desejável se entendida como um corpo de regras e normas, socialmente aceitas como as mais adequadas para a vida de uma coletividade. Sejam as normas e regras sancionadas juridicamente e na forma de leis ou, os costumes e hábitos sociais que se impõem ao grupo ao longo de sua história. A moral, ao constituir-se como um fenômeno que regula a vida social e que julga o agir considerado correto ou errado, coloca a questão da tensão/conflito que se estabelece entre o sujeito e a esfera social. Nesse ponto da discussão, podemos afirmar que o indivíduo define-se pela sua capacidade de pensar; julgar e querer, levando-o a posicionar-se frente ao mundo e frente aos outros: compreendendo; escolhendo e desejando. Por outro lado, essa tríade afirma-se na sua relação com uma outra: de contexto; de organização do trabalho; de história, isto é, emerge no campo das necessidades; da produção e reprodução da materialidade humana e, ainda, constitui-se como ações no mundo. Tais ordens estão em tensão porque nem sempre o compreender; o escolher e o desejar coincidem com as delimitações inerentes ao contexto; à organização do trabalho e à história. Trata-se do velho conflito indivíduo – sociedade e em meio a tal, os prepostos da moral modelam as escolhas individuais frente às necessidades sociais.Na modernidade a moral não é espelho do contexto; trabalho e história de uma coletividade, mas de uma classe social: a burguesia. Nem de toda ela, mas da fração de classe que se impõem, em determinado momento, como hegemônica. Desse modo, aquilo que é tido como socialmente justo ou injusto; o bem e o mal; o certo e o errado; não corresponde à compreensão; escolha e desejo de cada indivíduo e nem do conjunto dos participantes da vida social. Ao contrário, reflete o contexto; a organização do trabalho e a história da fração dominante e que apresenta as suas particularidades como se fossem as determinações da totalidade social. Tais particularidades de classe também não coincidem de maneira unívoca às concepções da classe que as produziram: trata-se, a moral, de uma concepção invertida do real em que, num mundo povoado de mercadorias, cria a ilusão da qual as coisas/objetos, e não o ser humano, é que determinam as regras da vida social. E assim, seguindo as pistas lançadas por Marx, podemos afirmar que a moral, sob a sociedade burguesa, assume a forma de ideologia. E qual seria o seu cerne? Novamente podemos recorrer a Marx e buscar a explicitação da moral no contexto; trabalho e história da sociedade burguesa e sintetizada em uma máxima:Cada homem especula sobre a maneira de como criar no outro uma nova necessidade para o forçar a novo sacrifício, o colocar em nova dependência, para o atrair a uma nova espécie de prazer e, dessa forma, à destruição (...) quanto menos cada um comer, beber, comprar livros, for ao teatro, ao bar, quanto menos cada um pensar, amar, teorizar, cantar, pintar, poetar etc., mais economizará, maior será sua riqueza, que nem a traça nem a ferrugem corroerão, o seu capital. Quanto menos cada um for, quanto menos cada um expressar a sua vida, mais terá, maior será a sua vida alienada e maior será a poupança da sua vida alienada (Marx, 2002: 149 e 152).Em outros termos, a moral como ideologia sedimenta uma práxis que transformou a realização pessoal, promovida entre indivíduos e destes com a coletividade, em mero prazer obtido pela posse do objeto. No lugar de fazer-me indivíduo pela minha interação com os outros, me torno uma particularidade fechada em mim mesmo, pela coleção de mercadorias que possuo e, para tal, vale tudo: quanto menos cada um pensar, amar, teorizar, cantar, pintar, poetar etc., mais economizará [para comprar mercadorias], maior será sua riqueza [de objetos inúteis], que nem a traça nem a ferrugem corroerão ...Sob o signo desta moral, tornada historicamente ideologia, é que outras pequenas morais, não de classe e sim de grupo, afirmam-se. Entre elas, aquela correspondente ao exercício da profissão docente, que se constitui por códigos do que é certo ou errado; justo ou injusto; do bem e do mal no exercício da profissão. É óbvio que essa moralidade profissional está imbricada com a ideologia: sempre vemos no cotidiano escolar a defesa que muitos professores fazem a respeito do dever de seus alunos em prepararem-se para o mercado, no lugar da crítica; professores portando e adorando griffes – verdadeiras ou falsas, em vez do questionarem-se a respeito; defendendo, com pouca consciência, que a posse de objetos é mais importante que as interações sociais. Entre professores, o que é certo ou errado; bem ou mal; justo ou injusto, acaba determinado pela grande moral ou ideologia. Porém e contraditoriamente, a moralidade do professor pode adquirir formas de maior independência frente à ideologia, pois aquela pequena moral profissional, ao originar-se da prática cotidiana do experimentar a profissão, permite concordar ou discordar com os prepostos da grande moral ou ideologia.Um exemplo tipifica esta última questão. Imaginemos um(a) professor(a) do ensino público, que foi designado a lecionar numa escola situada em região urbana com altos índices de violência. Ao vivenciar as primeiras semanas neste contexto, tal professor(a) percebe as dificuldades na realização do seu trabalho. O que seria correto: continuar lecionando em tal realidade, ou buscar um contexto menos violento para exercer a sua profissão? Caso a escolha seja a de ir ao encontro de uma nova escola em região menos violenta, o professor(a) em questão faria uma escolha moral, pois adotaria a regra socialmente tida como correta: afastar-se do perigo e proteger-se; é bom lembrar que o individualismo faz parte da grande moral moderna. Porém, a escolha poderia ser outra: permanecer na mesma escola, sob todos os riscos e, ainda, engajar-se em movimentos pela paz. Essa outra opção se daria por meio de uma escolha ética. E qual a diferença em ambas? Na primeira o agir profissional está vinculado a uma escolha comum, pois admitir que cada um deve pensar em si mesmo é algo valorizado. Já, na segunda, o agir se aproximaria de uma escolha capaz de interrogar-se e questionadora da validade de um aspecto moral. Neste ponto está o significado da postura ética na profissão: o interrogar-se a respeito da prática profissional na perspectiva da crítica da pequena moral.Deste pequeno exemplo, ainda poderíamos pensar outros, aprendemos que todos os professores são pessoas morais, o que não significa que tenham postura ética em todo momento. A ética situa-se acima da moralidade porque é capaz de questiona-la. Nesse sentido, é esclarecedora a posição de Nascimento quando afirma: a questão ética não se restringe ao plano da aceitação das normas socialmente estabelecidas nem se reduz ao problema da criação dos valores por uma liberdade solitária. Nasce na existência concreta de cada um, da consciência dos valores envolvidos no reconhecimento da inalienável dignidade da pessoa e do sentido da responsabilidade pessoal diante do outro, cujo rosto é um apelo constante a ser respeitado e promovido (1984:16). Daí a importância em qualificar o trabalho do professor(a) como uma atividade que ultrapasse a dimensão moral na direção da postura ética, pois apenas esta última é capaz de estabelecer os projetos sociais geradores da nova tríade – contexto; trabalho e história. Em suma, a ética permite a crítica à pequena moral e pela crítica é possível questionarmos a ideologia, lançando-nos em diferentes alternativas sociais.Textos citadosMARX, Karl. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo, Martin-Claret, 2002.NASCIMENTO, Milton Meira do. Ética. In: Vários Autores. Primeira Filosofia, São Paulo, Brasiliense, 1984.

domingo, 12 de julho de 2009

A fórmula secreta do bilionário da educação


A fórmula secreta do bilionário da educação
Chaim Zaher começou a vida como mascate, foi porteiro de escola e já é dono da maior rede de ensino do País. Agora, quer chegar a um milhão de alunos- Acho que não quero mais isso, Paulo. Quem sabe não é melhor esperar a tempestade passar - disse o empresário.
- De jeito nenhum. O que existe hoje no mundo é uma grande bolha prestes a explodir. Se você não aproveitar essa pequena fresta aberta na janela, talvez nunca mais.
Chaim Zaher “Educação é um negócio social, mas com fins lucrativos. Não acredito em nada filantrópico. Isso para mim é hipocrisia"
Corria o mês de outubro de 2007, quando o empresário Chaim Zaher, à época dono de uma promissora rede de ensino particular no interior de São Paulo, se viu diante de uma encruzilhada. Ele estava pronto para lançar ações na Bovespa, mas os banqueiros que o assessoravam trouxeram uma péssima notícia.
O preço de lançamento dos papéis não seria de R$ 40, como havia sido planejado, mas de no máximo R$ 33, em razão da crise imobiliária americana, que já causava os primeiros estragos. Chaim quase desistiu, mas antes ligou para o economista Paulo Guedes, um velho amigo e também fundador do Banco Pactual. Eis o diálogo: Zaher ouviu o conselho e convidou o economista para um encontro com sua família em Ribeirão Preto. Todos, a começar pela esposa Adriana, teriam de ser convencidos.
O jantar começou pouco antes da meia-noite e foi até às 3h do dia seguinte. Tomada a decisão, o SEB -, Sistema Educacional Brasileiro foi para o IPO - um dos últimos antes da tempestade global - e levantou R$ 400 milhões. "Foi à decisão mais acertada que tomamos", disse Zaher à DINHEIRO (leia sua entrevista à página 58). "Para acabar com aquela indecisão de 'pulo ou não pulo´, colocamos uma asa-delta nas costas dele e o empurramos morro abaixo", brinca Guedes.
Zaher investiu quase R$ 200 milhões em aquisições, como a do Pueri Domus, e praticamente triplicou de tamanho de 150 mil a 500 mil alunos em 2 anos.
Com o dinheiro levantado no IPO, Zaher colocou em marcha a maior máquina de aquisições do setor educacional brasileiro. Em dois anos, ele investiu quase R$ 200 milhões em 12 operações e triplicou de tamanho - a mais recente foi a compra, na semana passada, da tradicional rede Pueri Domus, de São Paulo, por R$ 41 milhões.
Com quase 500 mil alunos, o SEB detém a marca COC, líder no interior paulista, e outras renomadas, como o Dom Bosco, no Paraná, e o Inei, em Brasília. Ao todo, tem valor de mercado de R$ 604 milhões e deve fechar 2009 com receita próxima a R$ 450 milhões.
Como tudo isso aconteceu? "Maktub", responde Zaher. De acordo com a sabedoria árabe, já estava escrito. Só isso.
O maktub esteve presente em vários momentos da vida deste empresário que nasceu em Beirute, no Líbano, e que, com apenas seis anos, veio para o Brasil. Sua família pousou em Araçatuba e, ainda menino, Zaher começou a ajudar o pai, Zein Zaher, no trabalho como mascate.
Aos 18 anos, quando o velho Zein se instalou em Pereira Barreto, Zaher decidiu voltar para Araçatuba, onde arrumou um emprego num cursinho local, chamado Prever. Foi porteiro, bedel de alunos e vendedor de matrículas. Em pouco tempo, já entendia como funcionava a gestão de uma escola, enquanto, nas horas vagas, trabalhava como rádio-ator e colunista social.
E, lá pelos idos de 1972, ele enxergou uma ameaça: a chegada de cursinhos da capital paulista, como Anglo e Objetivo, que invadiam o interior. Foi então que ele decidiu sugerir ao patrão, o empresário Waldir Suliani, que buscasse um parceiro. Resultado: acabou demitido. "Em vez de cair em depressão, percebi que havia conquistado minha liberdade", diz Zaher.

A fórmula secreta do bilionário da educaçãoChaim Zaher começou a vida como mascate, foi porteiro de escola e já é dono da maior rede de ensino do País. Agora, quer chegar a um milhão de alunos.


Seus primeiros parceiros foram os professores do Colégio Equipe de São Paulo, que também estavam criando um cursinho. Mas Zaher já enxergava o Objetivo, do empresário João Carlos Di Genio, como o grupo mais profissional do setor. E, em 1976, ele conseguiu agendar uma reunião com o professor Jorge Bryhi, braço direito de Di Genio, não sem antes realizar uma pequena peripécia.
Depois de esperar horas por uma audiência, ele decidiu se trancar no banheiro de uma escola, onde dormiu até o dia seguinte. E quando Bryhi voltou ao Objetivo, Zaher já estava lá esperando por ele. Na mesma hora, tornou-se franqueado da rede. A atitude foi tão inusitada que o próprio Di Genio quis conhecê-lo. E quando Zaher soube que o dono do Objetivo era também da região de Araçatuba, os dois se tornaram amigos - Di Genio foi até seu padrinho de casamento. No Natal de 1984, após ter trabalhado quatro anos como franqueado do Objetivo, Zaher recebeu uma ligação do amigo Di Genio:
- Você quer mesmo uma oportunidade para crescer e sair de Araçatuba? Venha para Ribeirão Preto e ficaremos meio a meio na escola - disse Di Genio.
- Aceito, respondeu Zaher.
Assim que desligou o telefone, Zaher, aquele mesmo personagem que havia dormido num banheiro para conseguir sua primeira audiência no Objetivo, começou a fazer as malas para se mudar para a "cidade grande". Desta vez, como sócio.
À época, o grande concorrente do grupo de Di Genio era o COC, um cursinho criado por professores de medicina que ia de vento em popa. A tal ponto que era capaz de fretar um jatinho para trazer em primeira mão as listas de aprovados na Fuvest, num tempo em que ainda não existia internet.
E mais uma vez Zaher executou uma pequena proeza. Alugou um helicóptero, pousou nas proximidades da Universidade de São Paulo e chegou em Ribeirão Preto mais cedo do que os concorrentes, que tinham de tomar um avião em Congonhas. Com o tempo, o pêndulo virou em favor do Objetivo. A tal ponto que o próprio COC foi colocado à venda, em 1986.
E foi Zaher quem apareceu para comprá-lo, num negócio que o afastou do antigo mentor. "Aprendi tudo com o Di Genio, mas precisava seguir meu próprio caminho."
Uma das sedes do COC: Zaher começou como concorrente e depois virou dono
De lá para cá, o COC, que virou parte integrante do SEB, decolou. É o maior grupo de ensino médio do País, com mais alunos do que o próprio Objetivo. Uma das razões é a aliança desenvolvida com escolas públicas.
Várias prefeituras do interior tornaram-se parceiras de Zaher ao adotar o método de educação conhecido como Name, Núcleo de Apoio à Municipalização do Ensino. Desenvolvido pelos professores do COC, ele tem melhorado drasticamente os indicadores da educação pública.
Os alunos das escolas públicas de Adolfo, uma pequena cidade de 3,9 mil habitantes no interior paulista, ficaram em primeiro lugar na avaliação do Ideb, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica, criado pelo MEC. E as prefeituras pagam cerca de R$ 160/ano por aluno para ter acesso ao material didático do COC - hoje, mais de 100 mil alunos da rede pública estão integrados a esse sistema de ensino.
"Além de rei do ensino médio privado, o Chaim também tem a chave para melhorar rapidamente os indicadores do setor público", diz o economista Guedes. O sonho do dono do SEB é chegar a um milhão de alunos. E os especialistas do setor dizem que isso é plenamente viável. "A educação ainda é extremamente pulverizada e o processo de consolidação está apenas começando", diz Ryon Braga, da Hoper Consultora, especializada em educação.
As sócias do Pueri Domus tomaram a decisão de vender a escola, com mais de 40 mil alunos, ao perceberem a tendência de concentração do setor. "Constatamos que se não fizéssemos parte de um grande grupo econômico, não conseguiríamos concorrer no mercado", disse a diretora Fernanda Simeoni, filha da fundadora Beth Zocchio, ao jornal Valor Econômico.
Outra grande avenida de crescimento é o setor público e Zaher tem conversado com o ministro da Educação, Fernando Haddad, para convencê-lo da necessidade de se criar um Prouni para o ensino médio - em vez de comprar vagas apenas em universidades, o governo bancaria bolsas de estudos de alunos carentes em escolas privadas.


Depois de concluir sua 12ª aquisição desde a abertura de capital, Chaim Zaher falou com exclusividade à DINHEIRO


Outra grande aposta de Zaher é a educação a distância, que já responde por 13% das receitas do grupo, que também atua no ensino superior. Para isso, o SEB investiu fortemente em tecnologia. Além de aulas interativas, que podem ser transmitidas para mais de 150 cidades ao mesmo tempo, as escolas estão implantando lousas eletrônicas, com duas telas simultâneas.
Se um professor ou palestrante estiver transmitindo sua aula, os alunos poderão encaminhar perguntas instantaneamente. "Educação hoje combina conteúdo e tecnologia", diz Tadeu Terra, diretor de material digital e editorial do COC. E, como os investimentos são altos, os ganhos de escala são fundamentais. No processo de crescimento de suas escolas, Zaher recorreu frequentemente a outras peripécias. Uma delas foi o marketing de emboscada.
Na Copa de 1998, na França, ele conheceu um torcedor que sempre era flagrado pelas câmeras da Globo com uma grande faixa do Corinthians. Zaher então o convenceu a abrir também uma faixa do COC. Assim, sua marca apareceu espontaneamente em vários jogos da Copa de 2002 e em muitos outros dos campeonatos brasileiros. Certa vez, o torcedor foi surpreendido por um policial, mas se saiu com maestria. Disse que COC significava "Comissão Organizadora do Corinthians". Foi por essas e outras que o grupo se tornou o maior do País em educação privada. Maktub, como diriam os árabes.

A fórmula secreta do bilionário da educação Chaim Zaher começou a vida como mascate, foi porteiro de escola e já é dono da maior rede de ensino do País. Agora, quer chegar a um milhão de alunos
"Educação tem que dar lucro"




DINHEIRO - Qual é o projeto do SEB na área educacional? CHAIM - Exatamente o que está no prospecto do nosso IPO. Queremos ser o maior grupo de educação privada do País, especialmente no ensino básico. Na educação superior, buscamos escolas de ponta e não aquelas mais vulneráveis à guerra de preços nas mensalidades. E temos também um foco importante no ensino a distância. Estamos perto de 500 mil alunos e vamos chegar a um milhão.
DINHEIRO - Como vocês têm conseguido digerir tantas aquisições? CHAIM - Na verdade, as aquisições que fizemos estão muito alinhadas com a filosofia do SEB. No caso do Dom Bosco, é uma grande rede, com seu sistema próprio de ensino, assim como o COC. O Pueri Domus é também uma marca muito forte, que será preservada.
DINHEIRO - Qual é o papel do empresário numa área tão sensível como a educação?CHAIM - É o de suprir uma carência que o Estado não tem sido capaz de prover. Educação é um negócio com fins lucrativos, que tem que dar lucro, mas que também atende a uma função social. Por isso, é fundamental que tenha qualidade. Somos parceiros de várias escolas públicas, que conseguiram melhorar rapidamente seus indicadores depois que adotaram nosso método de ensino. E eu não acredito em educação filantrópica. Isso para mim é hipocrisia. Se é filantrópico, não pode cobrar.
DINHEIRO - É possível melhorar rapidamente a qualidade de ensino? CHAIM - Claro que sim. Um método eficiente, implantado por professores treinados, acelera bruscamente o aprendizado. E pode dar às pessoas mais humildes as mesmas oportunidades dos filhos da elite. Uma das melhores coisas que aconteceu no Brasil recente foi o Prouni. Defendo algo semelhante para o ensino médio. Por que o governo deve comprar vagas para as pessoas mais carentes só nas universidades e não nas escolas privadas? Melhorar o ensino básico e fundamental é ainda mais importante para o País.

Fonte: ISTO É - REVISTA DINHEIRO - SEMANAL DE NEGÓCIOS
Por Leonardo Attuch
http://www.terra.com.br/istoedinheiro/edicoes/614/artigo143889-2.htm



sexta-feira, 26 de junho de 2009

Amigos...



Amigos,



Recebi esse email muito interessante, encaminhado pelo Presidente do Sistema COC de Educação e Comunicação. Espero que gostem e aproveitem para refletir sobre o assunto. A vida é bem simples nós complicamos e depois ficamos em uma busca incessante pela solução, quando na verdade a encontramos na simplicidade de um ato simples. Sorrir...




Discurso de Sam Walton, fundador do WAL MART, fazendo a abertura de um programa de treinamento para seus funcionários.



"Eu sou o homem que vai a um restaurante, senta-se à mesa e pacientemente espera, enquanto o garçom faz tudo, menos o meu pedido.



Eu sou o homem que vai a uma loja e espera calado, enquanto os vendedores terminam suas conversas particulares.



Eu sou o homem que entra num posto de gasolina e nunca toca a buzina, mas espera pacientemente que o empregado termine a leitura do seu jornal.



Eu sou o homem que, quando entra num estabelecimento comercial, parece estar pedindo um favor, ansiando por um sorriso ou esperando apenas ser notado.



Eu sou o homem que entra num banco e aguarda tranqüilamente que as recepcionistas e os caixas terminem de conversar com seus amigos, e espera.



Eu sou o homem que explica sua desesperada e imediata necessidade de uma peça, mas não reclama pacientemente enquanto os funcionários trocam idéias entre si ou, simplesmente abaixam a cabeça e fingem não me ver.



Você deve estar pensando que sou uma pessoa quieta, paciente, do tipo que nunca cria problemas.



Engana-se.



Sabe quem eu sou???



EU SOU O CLIENTE QUE NUNCA MAIS VOLTA!!!



Divirto-me vendo milhões sendo gastos todos os anos em anúncios de toda ordem, para levar-me de novo à sua firma.



Quando fui lá, pela primeira vez, tudo o que deviam ter feito era apenas a pequena gentileza, tão barata, de me enviar um pouco mais de CORTESIA".



"CLIENTES PODEM DEMITIR TODOS DE UMA EMPRESA, DO ALTO EXECUTIVO PARA BAIXO, SIMPLESMENTE GASTANDO SEU DINHEIRO EM ALGUM OUTRO LUGAR."



terça-feira, 26 de maio de 2009

Você conhece a Faculdade Interativa COC?


A Faculdade Interativa COC é um projeto de Ensino Superior na modalidade semi-presencial, com atividades tanto presenciais quanto a distância, com suporte de um campus virtual e plataforma multimídia para a transmissão de conteúdos e tutoria on-line, alicerçado na:
· Integração e convergência de mídias digitais e convencionais;
· Excelência em conteúdo;
· Marca COC de pioneirismo no uso de tecnologia aplicada à educação.
O COC, pioneiro em tecnologia aplicada à educação, oferece o mais avançado Sistema de Educação a Distância do Brasil, valorizando o aluno, seu tempo livre e o compromisso com o aprendizado, promovendo, assim, melhor relação entre teoria e prática. A Faculdade Interativa COC possui software educacional com ferramentas apropriadas de comunicação, o que facilita a interação entre professores e alunos, através do feedback automático. Poderão ser utilizadas outras tecnologias, como transmissão de aulas por satélite, IPTV, VoIP, chats e fóruns. Características principais:
· Flexibilidade de horário e de local de estudo
· Alta qualidade de conteúdo dos cursos
· Recursos de comunicação síncrona e assíncrona
· Equipamentos de última geração
· Apoio de tutores on-line
· Sala de aula virtual
O padrão de qualidade dos materiais didáticos está apoiado em três pontos principais:
* Qualidade do conteúdo, assegurada pela excelência do corpo docente;
* Qualidade da produção gráfica (e digital), assegurada pela experiência institucional;
* Qualidade do processo, assegurada pela competência da equipe do projeto.
Os materiais didáticos dos cursos a distância são disponibilizados em duas versões: impressa, sob a forma de apostilas e digital, cujo conteúdo deve ser acessado por meio do ambiente virtual, integralmente desenvolvido pelo Sistema COC. É a Flexibilidade na educação continuada.
Os cursos de pós-graduação lato sensu são modulares e multidisciplinares, permitindo ao aluno a flexibilidade de escolher os módulos de seu interesse e montar seu próprio currículo. São cursos para quem quer se preparar para um mercado de trabalho cada vez mais competitivo.

Venha nos fazer uma visita: www.intercoc.net

Participe do próximo processo seletivo informe-se.




video

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Mãe, quem é você?

Parabéns Mãe,

Seja ela a minha ou a sua o importante é dedicar nosso carinho a ela. Deixo esse pequeno texto e video como uma homenagem para todas as mães em especial à minha mãe e à minha esposa Claudia pelos três filhos lindos.


Mãe, quem é você?
Se estou feliz,
quantas vezes te esqueço;
se estou triste,
quantas vezes te procuro.

Mãe, quem é você,
que eu critico,
de quem eu exijo coisas tão pequenas
para satisfazer a minha comodidade,
mas a quem peço a maior ajudanos
instantes mais difíceis?

Mãe, quem é você,
para quem eu tantas vezesesqueço o meu carinho,
e de quem exijo tanta atenção?

Mãe, quem é você,
com que discutoe para quem peço conselhos?
Mãe, quem é você,para quem reclamo sempre,
e para quem guardoo abraço maior e a maior ternura.
Mãe, eu sei,


Você só é... AMOR.
Maria Helena Gouveia
Fonte :
http://www.comamor.com.br/mae_quem_voce.asp
video

domingo, 26 de abril de 2009

Metamorfose



Uma lição fácil de aprender ou difícil de esquecer é sobre o julgamento que fazemos pela capa, sem conhecer o conteúdo. Muitas vezes ouvimos piadinhas como: “quem gosta de beleza interior é decorador” ou “Uns gostam dos olhos outros da remela” e entre milhares de ditados populares criticando o estereótipos de feioso. Mas o que é ser feio? Será ser fora de padrões ditado por uma mídia selvagem ou o padrão oferecido pela sociedade? Será que as magrelas esquálidas que desfilam são sinônimo de beleza? Quando a Gisele surgiu muitos falavam que ela era fora de padrão... hoje a uma das mais famosas e bem pagas do mundo. Então temos que quebrar esse modismo que impõe em nossa cultura um tipo ou um modelo. Um preconceito velado e silêncio que condena a grande maioria ao esquecimento. É como o conto do patinho feio que passou pela a metamorfose tendo como mudança do ex-Patinho Feio para o novo Cisne Lindo. O mundo recebe no dia 11 de abril passado mais uma lição, a inglesa Susan Boyle, 47 anos, feia e gordinha e que afirmou nunca ter beijado alguém, apresentou-se no programa Britains Got Talent. Em sua entrada ao palco ficou claro que seria mais uma pessoa a ser ridicularizada por expressar seu sonho em ser uma cantora profissional, entre piadinhas e risadas pelo fato de ser digamos fora de padrão foi vaiada quando disse sua idade e quando anunciou a música que iria cantar: "I Dreamed a Dream", do musical "Les Miserables". Os apresentadores e platéia passaram a olhar com desdenho e incredibilidade. Quando Susan começou a cantar e soltou a voz o público delirou, era a voz de anjo, as pessoas choraram, tentaram cantar junto. Os jurados espantados e exaltados se rendiam a maravilhosa voz. Basta apenas a eles agora arregalar os olhos e engolir os risinhos dados antes. Ao final as pessoas estavam aplaudindo de pé, muitos choravam e o reconhecimento nos comentários dos jurados foi exaltante, entre desculpas pelo cinismo com que ela foi recebida e elogios.
Impossível não se emocionar com a lição de vida que todos recebemos de “um patinho feio” com voz de anjo, recebendo a maior nota do programa desde de sua existência. Hoje o mundo musical está disputando um contrato com Susan Boyler, que simplesmente queria cantar e tocou nossos corações.Imagine quantas Susan existem no mundo e estão ao esquecimento...por simplesmente não fazerem parte do modelo criado e imposto a nós? Passou da hora de analisar e repensar nossos conceitos, temos que buscar algo acima disso, temos que buscar a realização pessoal e profissional sem ficar pensando o que a sociedade irá pensar. Temos que ser felizes.
Assistam ao vídeo abaixo e vejam como as coisas podem mudar quando a gente também muda.


video

segunda-feira, 6 de abril de 2009

A Educação Sem Crise



Chega a ser um grande paradoxo, mas só quem consegue investir pode destaca-se diante da crise econômica que está preocupando a todos nós. Estou falando aqui em investimento em educação, o grande diferencial no mercado de trabalho atual. Em outubro, segundo a Casa Civil, a taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,5%, a menor do ano, mas o desaquecimento da economia, provocado pela crise financeira global, já dá sinais de que pode afetar esse quadro. As férias coletivas, anunciadas pelas grandes empresas brasileiras, já indicam o risco de demissões no país. A Vale do Rio Doce, por exemplo, anunciou a demissão de 1.300 empregados no mundo inteiro, incluindo o Brasil, devido à retração da demanda mundial. Representantes do setor de construção civil, importante empregador, também já anunciaram que o cenário de contratações é incerto. Isto sem mencionar as montadoras e os fabricantes de autopeças. Em épocas de instabilidade as exigências sobre o colaborador crescem ainda mais e quem não está preparado pode encontrar dificuldades. São em momentos como esse em que outra metodologia de qualificação se destaca e ganha ainda mais força. O Ensino a Distância consegue suprir a necessidade de especialização a custo acessível, chegando a ser até 50% mais barato do que os cursos tradicionais. A flexibilidade oferecida pelo EAD é ideal para pessoas que têm de trabalhar, não possuem tempo de assistir às aulas tradicionais e têm motivação para progredir profissionalmente. Na atual conjuntura econômica, quem não se destacar no mercado de trabalho, pode fazer parte das cartas de demissões. O Ensino a Distância possui um grande diferencial que é a acessibilidade à educação. No Brasil, um país gigante em tamanho e população, uma grande parcela de cidadãos não tem acesso a universidades. Segundo a Associação Brasileira de Educação a Distância, aproximadamente 70% dos municípios brasileiros não dispõem de qualquer instituição de ensino superior. Esses são alguns dos fatores que fazem com que o Ensino a Distância seja responsável pela formação de mais de 100 mil alunos. Segundo a Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação (MEC), até 2010 a estimativa é que haja, pelo menos, 350 mil alunos matriculados em cursos de EAD. Tendo estes dados em mãos, fica fácil observar o motivo que o preconceito com o Ensino a Distância vem diminuindo na mesma proporção em que ele alcança um número cada vez maior de adeptos. A globalização e o desenvolvimento da tecnologia estão proporcionando a evolução do EAD em grande parte do mundo. Diversos países, independentemente do desenvolvimento econômico, estão utilizando esta forma de transmitir conhecimento. No Brasil, os investimentos em materiais de qualidade e apostas em novas tecnologias têm conquistado os alunos desta metodologia. O grande objetivo do EAD no Brasil é aumentar o acesso a estudos destinados a camadas da população que não têm esta oportunidade, seja por ter que optar somente pelo trabalho ou por morar longe dos centros urbanos. Investir em educação é contribuir para um melhor desenvolvimento do nosso país, que terá uma população mais preparada para enfrentar os mais diversos riscos que envolvem uma Nação.


Fonte:Jornal da Educação

Autor:Carlos Alberto ChiarelliEx-ministro da Educação,doutor em Direito e diretor de ensino a Distância do IESDE-Inteligência Educacional e Sistemas de Ensino

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Novas TIC's e o educador moderno


Ensinar com as novas mídias já é uma revolução, quem poderia imaginar em mudar os paradigmas convencionais do ensino que mantêm distantes professores e alunos. As intermináveis aulas lidas tipo perguntas e respostas, os clássicos caderninhos amarelos contendo anotações dos professores ou mesmo aquele quadro negro com giz. Pois é aconteceu no mundo globalizado, onde o acesso ao conhecimento é irrestrito e ao alcance de um click. A informação tornou-se moeda de maior valor para a sociedade conectada. Atualmente nossos educadores têm que estar acompanhando as mudanças e se adaptando, saber o básico de informática é fundamental para o avanço da educação. Hoje podemos afirmar que estamos construindo o conhecimento de forma democrática e de livre acesso. A verdadeira construção do conhecimento se dá através de uma troca, de uma relação dialógica, ou seja, através da interatividade com os outros e com o mundo. A demanda por profissionais cresce a cada dia para atender ás exigências de um mundo em mudança aceleradas e com menor disponibilidade de tempo e espaços formais para a educação. Essa transposição tecnológica avança a largos passos, as novas TICs têm um grande potencial e está trazendo importantes mudanças à educação.
A Interatividade entre Professor e Alunos é essencial, visto que a capacidade de acesso a informações dos alunos é imensa e quase que instantânea. O profissional da educação terá que estar preparado, caso contrário será refém de sua ignorância virtual. Com alunos fazendo uso da tecnologia o professor terá como tarefa principal a capacitação para tal.
Certamente serão necessárias mudanças e transformações das práticas pedagógicas, inovando durante a caminhada. Democratização do acesso ao ensino fazendo uso das novas tecnologias certamente não é modismo e canhinha para a consolidação deixando o patamar de tendência a fato, isso ocorre não apenas na área de educação, mas em todos os setores da vida social, econômica e política das sociedades, qualquer que seja seu estágio de desenvolvimento.
Com as Novas TICs estamos vivenciando a era da Pedagogia Transformativa e a educação se afastando cada vez mais dos modelos Tradicionais de Educação Bancária, estruturais reprodutivas, criticada severamente desde os anos 80 importantes educadores entre eles Paulo Freire. Agora cabe a nós profissionais a qualificação e aprendizagem de tecnologias inovadoras e facilitadoras.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Dia Internacional da Mulher


O mundo é formado por diversos tipos de mulheres
Mulheres que ensinam com a fé e amor
Mulheres que fazem a gente sorrir
Mulheres que ensinam com a dor
Mulheres talentosas
Mulheres que todos os dias tentam um recomeçam
Mulheres que sofrem diante a injustiça
Mulheres que sofrem pela perda inexplicável
Mães, esposas, filhas irmãs e amigas
E muitas outras...
Mulheres que apesar de não ter conhecido pessoalmente é como se tivesse crescido juntos
Mulheres que dão a vida para gerar e criar seus filhos.
Mulheres....
Que esse dia represente a admiração dos outros 364 dias do ano...
PARABÉNS PELO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

quarta-feira, 4 de março de 2009

Uma TV...


Amigos...justamente quando acreditava que havia personificado o homem de gelo...o ser insensível de ações gélidas, li esse texto e fiquei emocionado. Na seqüência para completar, por sorte recebi um vídeo que delineava por essa temática. Sabe é muito bom acreditar que ainda em tempos difíceis, como o que vivemos atualmente o ser humano seja capaz de criar com o melhor da sensibilidade humana mensagens como essas. A correria e o tempo escasso impiedosamente nos roubam as poucas horas que temos com a família e principalmente com os filhos. Por isso convido a vocês lerem esse texto (autoria desconhecida, porém sensato ao extremo) e na seqüência assistirem ao vídeo. Tenho certeza que a mensagem poderá acrescentar uns pontinhos de reflexão.



A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redação e nessa redação o que eles gostariam que Deus fizesse por eles. À noite, corrigindo as redações, ela se depara com uma que a deixa muito emocionada. O marido, nesse momento, acaba de entrar, a vê chorando e diz: "O que aconteceu?" Ela respondeu: "Leia". Era a redação de um menino. “Senhor, esta noite te peço algo especial: transforme-me em um televisor. Quero ocupar o seu lugar. Viver como vive a TV de minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao redor...Ser levado a sério quando falo... Quero ser o centro das atenções e ser escutado sem interrupções nem questionamentos.Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. E ter a companhia do meu pai quando ele chega a casa, mesmo que esteja cansado.E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de ignorar-me. E ainda que meus irmãos “briguem” para estar comigo.Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo.E, por fim, que eu possa divertir a todos. Senhor, não te peço muito...Só quero viver o que vive qualquer televisor!”Naquele momento, o marido de Ana Maria disse: "Meu Deus, coitado desse menino. Nossa, que coisa esses pais".E ela olha e diz: "Essa redação é do nosso filho".


video

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Governo de SP pede esclarecimentos à juíza sobre professores "nota zero"

Hum será que apenas professores que necessitam de avaliação?

A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo, por meio Procuradoria Geral do Estado, deve entrar nesta segunda-feira com uma petição de esclarecimentos sobre liminar, concedida pela Justiça, proibindo a pasta de usar notas da prova classificatória para atribuir cargos na rede estadual a professores temporários sindicalizados.
De acordo com Maria Helena Guimarães de Castro, secretaria da pasta, a juíza Maria Gabriella Pavlópoulos Spaolonzi, da 13ª Vara da Fazenda Pública, age de maneira contraditória ao proibir, ao mesmo tempo, o uso das notas na atribuição e a contratação de
1.500 professores temporários que tiraram nota zero.
"Nós não sabemos como cumprir o que ela determinou. Por um lado ela exige que a nota não seja considerada na classificação dos temporários. E de outro lado, ela não quer que os que tiraram nota zero tenham atribuição. Há uma contradição nesse processo que precisa ser esclarecida", disse Castro durante uma apresentação sobre novidades pedagógicas na rede estadual nesta segunda.
O Ministério Público, por determinação da juíza Spaolonzi, apura se houve
improbidade administrativa (mau uso de bens, serviços ou dinheiro público) por parte da secretaria por manter em seus quadros professores que tiraram zero.
Avaliação
Com a decisão judicial que proíbe o uso das notas na atribuição de cargos a professores temporários, o órgão voltou a usar os critérios de tempo de serviço e títulos.
Apesar do debate em torno do tema, a secretaria prepara uma licitação para que uma empresa privada faça as provas para os temporários no ano letivo de 2009. Segundo Castro, as provas deste ano foram elaboradas pela pasta por que houve falta de tempo e posição clara da Justiça.
"Se tivéssemos usado a prova neste ano, teríamos metade de novos temporários. Teríamos uma ótima renovação, seria muito bom para os novos alunos", disse Castro. Ela também criticou a Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), que é contra o uso das notas da prova.

MATHEUS MAGENTA colaboração para a Folha Online 16/02/2009 - 13h39