quinta-feira, 27 de novembro de 2008


No Dia Nacional da Educação a Distância, comemorado ontem (27, o Ministério da Educação (MEC) celebrou o fortalecimento da modalidade como oferta de qualidade de educação superior. Passados pouco mais de dez anos desde o início do primeiro curso de graduação, oferecido pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), essa forma de ensino evoluiu em vários aspectos. Segundo especialistas, ela se apresenta cada vez mais consolidada no Brasil e vence resistências. O sistema de educação a distância brasileiro é formado por 109 instituições, das quais 49 particulares e 11 comunitárias e confessionais, além de 49 públicas — universidades e centros federais de educação profissional e tecnológica (Cefets). Nelas estudam 760.599 alunos. Dados do Censo da Educação Superior de 2006 revelam que, de 2003 a 2006, os cursos de graduação cresceram 571%. “A expansão do sistema está acelerada e grande parte dos cursos é realmente muito boa, mas estamos trabalhando num amplo processo de supervisão para que a qualidade seja mantida”, explica o secretário de Educação a Distância, Carlos Eduardo Bielschowsky. Na semana passada, o MEC divulgou a desativação de 1.337 pólos em todo o País.Em 2007, após discussão com a comunidade, o MEC publicou uma série de referenciais de qualidade para regular o setor. Segundo o professor José Manuel Moran, da Universidade de São Paulo (USP), a educação a distância passou por vários estágios até chegar à atual fase de consolidação. “Primeiro, surgiu o desafio de fazer um curso de graduação. A tecnologia era muito nova. Em seguida, veio a construção de referenciais de qualidade e, agora, a modalidade se tornou de fato uma política pública que está se consolidando com a UAB”, disse, em alusão à Universidade Aberta do Brasil.
Fonte:Jornal da educação,28/11/08

domingo, 23 de novembro de 2008

MEC divulga boletim de desempenho do Enem 2008




Os resultados do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 já estão disponíveis para consulta pela Internet. A partir da próxima semana, os estudantes receberão o boletim pelos Correios.
» Veja seu boletim de desempenho


(Site da instituição) » Alunos do RS têm o melhor resultado do Enem
Para ver as notas é necessário fornecer a senha obtida na inscrição. É possível consultar as médias alcançadas na parte objetiva e na redação.
As notas na prova objetiva do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) caíram 19,1% do ano de 2007 para 2008, passando de 51,52 pontos para 41,69 pontos, em 100 pontos possíveis. Na redação houve aumento de 5,5% nas notas dos estudantes brasileiros na avaliação, de 55,99 para 59,06.
A avaliação realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), do Ministério da Educação (MEC), é composta por uma parte objetiva, com 63 testes de múltipla escolha, e por uma redação. Neste ano, o tema abordado na dissertação foi o desmatamento.
Entre os concluintes o melhor desempenho na prova objetiva ficou com o Distrito Federal, com média de 45,39 pontos.
Seguem em segundo e terceiro lugares o Rio Grande do Sul (43,32 pontos) e o Rio de Janeiro (43,29 pontos). São Paulo aparece na quinta posição da lista com (43,01 pontos). O pior desempenho ficou com o Amazonas, que teve 33,48 pontos.
O melhor desempenho obtido na redação foi do Rio Grande do Sul, com 62,24 de média. Ele é seguido do Distrito Federal, com 60,62 e de Santa Catarina, com 59,89 pontos.
O Rio de Janeiro aparece na quinta posição, com média de 59,68 e São Paulo aparece em sétimo lugar, com 59,17 pontos. O pior estado foi Alagoas, com média de 55 pontos.
Média Geral dos EstadosO melhor desempenho do País no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2008 foi dos estudantes gaúchos. O Rio Grande do Sul obteve a maior média geral dos estados (concluintes e egressos). A média das notas dos alunos na prova objetiva foi de 45,06 pontos quatro acima da média nacional.
O segundo lugar ficou com São Paulo, cujo desempenho médio no mesmo teste foi de 44,86, seguido por Santa Catarina, com 44,19 pontos. Os piores resultados foi registrado entre os 46 mil participantes do Amazonas, com média de 34,56 pontos. Eles são seguidos pelos estudantes de Alagoas, com 34,76, e Tocantins, com 34,92.
Fonte: Redação Terra Sexta, 21 de novembro de 2008.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

CRISE


Nas últimas semanas, uma coleção de más notícias elevou ainda mais o grau de apreensão entre as empresas sobre os já alarmantes impactos da crise financeira global. O PIB dos Estados Unidos já enfrenta uma retração de 0,3% e 240 000 postos de trabalho foram ceifados no país. O índice de desemprego americano foi de 6,5% em outubro, o pior desde 1994. Uma pesquisa divulgada pelo banco Goldman Sachs no dia 10 de novembro aponta que a crise provocará perdas de 1,4 trilhão de dólares em todo o mundo, dos quais 800 bilhões já foram contabilizados. No Brasil, as empresas já sentem o aperto da redução do crédito e muitas delas começam a fazer prognósticos pessimistas quanto ao futuro. Em um cenário cheio de incertezas como esse, chamam a atenção iniciativas como a do presidente da subsidiária brasileira da Danone, o argentino Gustavo Valle. No mês passado, a multinacional francesa iniciou uma ofensiva agressiva para lançar um novo produto no mercado brasileiro. Trata-se de uma água mineral, produto completamente novo para a Danone no país, onde enfrentará concorrentes já estabelecidos, como Coca-Cola e Nestlé. Ao mesmo tempo, Valle aumentou em 10% seu orçamento de marketing e publicidade para todos os produtos da marca. "Sei que não é uma frase muito original, mas a verdade é que, muitas vezes, as crises podem se transformar em grandes oportunidades", diz ele.
Essa não é uma experiência nova para o executivo da Danone. No início da década, quando era diretor de uma das divisões da multinacional francesa na Argentina em meio à violenta crise econômica que assolava o país, Valle apostou na criação de novos produtos (entre eles uma água mineral) e aumentou em 30% os investimentos em publicidade e marketing. Em poucos meses, a Danone passou da décima para a primeira posição no ranking de anunciantes do país e a água lançada pela empresa, levemente gaseificada e aromatizada, tornou-se, em apenas um ano e meio de mercado, responsável por 25% de todo o faturamento da multinacional na Argentina. No Brasil, Valle pretende seguir a mesma estratégia e já prepara outros lançamentos para 2009, um ano que, segundo oráculos da economia, deve ser marcado por uma forte desaceleração na economia global. As vendas da Danone no mercado brasileiro em setembro e outubro, meses que formaram o epicentro da eclosão da crise financeira, cresceram cerca de 15%. "Investir em publicidade em períodos turbulentos fortalece a marca perante os consumidores", diz Valle.
O fenômeno que Valle comprovou na prática não é um caso isolado, uma característica específica de uma indústria ou setor. Diversos estudos realizados por escolas de negócios, consultorias internacionais e pesquisadores independentes tentam, com dados mensuráveis, responder a uma pergunta que a maior parte dos altos executivos se faz em tempos de crise: qual o melhor caminho - continuar a anunciar ou cortar esse investimento? Esses estudos avaliaram o comportamento de marketing de uma série de empresas durante retrações econômicas e suas conseqüências no ciclo posterior, quando há a retomada. Os resultados são eloqüentes. Em um estudo realizado em 2002, a consultoria McKinsey analisou a atuação de 1 000 empresas durante o período entre 1982 e 1999, que compreendeu três grandes crises - o segundo choque do petróleo com a revolução dos aiatolás no Irã, uma recessão americana no final da década de 80 e as crises da Ásia e da Rússia no final dos anos 90. A constatação foi que apenas as empresas que mantiveram ou aumentaram os investimentos em marketing nos anos difíceis tiveram aumento nos lucros na posterior fase de retomada econômica. Em um estudo semelhante, feito pela prestigiada London Business School, o resultado foi semelhante. De acordo com o levantamento, as companhias que realizaram cortes em verbas publicitárias levaram mais tempo para recuperar as vendas e a lucratividade ao fim da recessão. Mas o mais profundo trabalho sobre o tema foi desenvolvido pelo consultor Tony Hillier.
Durante a crise que se iniciou em 1991, Hillier avaliou as estratégias de marketing de 1 000 empresas. De acordo com o estudo, as companhias que aumentaram os investimentos em propaganda tiveram, em média, lucratividade 4,3% maior do que antes da recessão. Além disso, as empresas que aumentaram os orçamentos de marketing em períodos de recessão ganharam participação de mercado quase três vezes mais rápido do que as empresas que cortaram verbas.Resultado no longo prazo, foi justamente durante a recessão de 1991 que a montadora francesa Renault decidiu lançar com pesados investimentos de marketing o Clio, um modelo de automóvel radicalmente novo para a empresa e que se transformou em um de seus maiores sucessos. A divulgação pesada do novo modelo em um momento em que a queda nas vendas dos carros novos no mercado europeu chegava a 18% levou as vendas a atingir patamares que surpreenderam a montadora. Em dois anos, a Renault subiu do nono para o quarto lugar no ranking da categoria de carros compactos na Europa.
Foi também durante a recessão de 1991 que Sam Walton, fundador do Wal-Mart, cunhou a frase que se tornaria uma espécie de mantra para períodos semelhantes em sua empresa. "Perguntaram-me o que eu achava da recessão. Pensei a respeito e decidi que não participaria dela", disse Walton. Se há hoje uma empresa que resolveu tomar a crise como oportunidade é o Wal-Mart, maior rede de varejo do mundo. Assim que a atual crise financeira eclodiu, em setembro, a empresa passou a veicular anúncios que procuram estimular os consumidores a economizar em suas lojas com o mote "Save money. Live Better" (em português "Economize. Viva melhor"). Além de aumentar o volume de anúncios veiculados, o Wal-Mart adotou promoções agressivas. Em outubro, a rede foi a única empresa do varejo americano a registrar crescimento de vendas. O faturamento em suas lojas aumentou 2,4%, enquanto outras cadeias, como Target, Gap e Macy’s, registraram queda. Ao todo, as vendas do varejo nos Estados Unidos caíram 0,9% no mês de outubro - se o Wal-Mart for excluído do cálculo, a queda atinge 4,2%. "Em momentos de crise como esse, as pessoas buscam produtos com preços mais baixos, e nosso lema é justamente cobrar menos para que elas vivam melhor ", diz Hector Nuñez, presidente do Wal-Mart no Brasil.
O impacto da propaganda
Períodos de crise costumam trazer algumas circunstâncias que beneficiam as empresas que escolhem investir mais em publicidade. Uma delas pode ser a própria timidez dos principais concorrentes. Os consumidores, por sua vez, tendem a manter a fidelidade a marcas que continuam em evidência, mesmo que isso signifique pagar um pouco mais por um produto, desde que ele reconheça e valorize os benefícios que receberá em troca. "Os períodos turbulentos são uma ótima chance para fortalecer uma marca e aumentar a empatia com o consumidor", diz o consultor Tony Cram, da Ashridge Business School, na Inglaterra. "Muitas empresas cortam de imediato os investimentos em propaganda e marketing sem sequer se dar conta de que poderiam reduzir seus custos em áreas operacionais que não serão tão decisivas em momentos de crise."
É exatamente essa a receita que tem sido seguida pela Pepsico nos Estados Unidos. A companhia
está investindo 1,2 bilhão de dólares em um programa de reposicionamento de seus refrigerantes, que inclui, entre outras iniciativas, a renovação de seu logotipo e uma grande campanha publicitária em 2009. O objetivo é garantir mais fôlego à Pepsi na duríssima concorrência com a Coca-Cola em um cenário de queda nas vendas de refrigerante - fenômeno que já acontece há alguns anos nos Estados Unidos e que deve se intensificar com a atual desaceleração econômica. O investimento, que envolve desde uma nova pintura dos caminhões de entrega até uma reforma dos pontos-de-venda da marca, será financiado por um programa de aumento da produtividade operacional que inclui o fechamento de seis fábricas. "Acreditamos que devemos investir para conquistar consumidores para nossa marca, especialmente num momento de retração econômica", disse recentemente a presidente mundial da empresa, a indiana Indra Nooyi, em uma conferência com analistas. Para a Pepsico, ficar longe do consumidor neste momento não é a estratégia mais inteligente a ser seguida - e os estudos sobre o tema dão razão aos argumentos de seus executivos.

Fonte Revista Exame / Editora Abril S.A. – Por Daniella Camargos

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

PLEONASMO



O Pleonasmo pode ser tanto uma figura na linguagem como quanto um vicio da mesma, é uma redundância (proposital ou não) em uma expressão.
O Pleonasmo litérário conhecido como o de reforço ou estilístico, trata-se do uso do pleonasmo como figura de linguagem para enfatizar algo em um texto. Grandes autores usam muito deste recurso. Nos seus textos os pleonasmos não são considerados vícios de linguagem, e sim pleonasmos literários.
Já o Pleonasmo vicioso
é o da repetição inútil e desnecessária de algum termo ou idéia na frase. Esse não é uma figura de linguagem, e sim um vício (defeito) de linguagem. Exemplo:

Entrar para dentro / Sair para fora / Subir para cima / Descer para baixo /Hemorragia de sangue /Plebiscito popular / Ilha fluvial do Rio Guaíba / Consenso geral /Opinião individual
Unanimidade de todos /Encarar cara a cara /Repetir de novo / Enfrentar de frente / Vereador municipal / Prefeitura Municipal / Decapitar a cabeça / Exultar de alegria / Prever de antemão / Habitat natural / Conviver juntos / Minha autobiografia / Estrelas do céu / Monocultura exclusiva / Planos e projetos para o futuro / Segredo secreto / Produzir bons (ou maus) produtos / Sonhar um sonho / Gritar alto / Amanhecer o dia / Elo de ligação /Certeza absoluta

2.Ainda temos outro o Pleonasmo figura de linguagem, é um recurso estilístico empregado para emprestar à frase “mais força e colorido, intensidade e beleza.” É uma figura de construção, um recurso estilístico, quando tem a função de realçar a idéia, tornando-a expressiva, deixando-a mais elegante, daí ser chamado de pleonasmo de reforço ou estilístico.

Exemplos:
Minha felicidade eu a conquistei. / A mim me parece certa a observação que ele fez.
Nessas duas frases, temos o emprego de objetos pleonásticos.

Assista ao vídeo vale apena.

video

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Não há distância que separe


Somos de uma geração em que uma lousa, um professor e muita disciplina eram suficientes para as demandas básicas de ensino de então. Mas nós, assim como quaisquer pessoas que não tenham estagnado no tempo, sabemos que a didática avançou a passos largos e a pedagogia tem, hoje, um ferramental que a própria tecnologia contemporânea ajudou a ensejar. Não fazemos essa afirmação só pelo que conseguimos acompanhar (mesmo diante de insuperável distância) do processo de crescimento escolar dos quatro netos, mas, também, pelo que temos vivenciado profissionalmente. E acreditamos que se deve abrir espaço e chamar pelo nome um novo horizonte na relação bilateral do aprender e ensinar: Educação a Distância ou, simplesmente, EAD. A EAD não tem (nem deve ter) a pretensão de substituir o ensino presencial. É, isto sim, uma nova e ágil alternativa, assim como os sites de notícias, se comparados aos jornais impressos. Mas não é uma opção qualquer. É a opção, posto tratar-se de metodologia comprovadamente eficiente, em especial em um país como o nosso. Por que dizemos isso? Várias razões: entre as quais as distâncias continentais brasileiras, o incontido progredir da tecnologia e a aspiração (e necessidade) crescente de qualificar-se, particularmente para os que em tempos de plena juventude não tiveram oportunidade. O Brasil é um gigante geográfico, com uma população relativamente bem distribuída (não com índices homogêneos). Diferentemente de países como o Canadá ou a Rússia (também enormes), não temos regiões, por inóspitas, praticamente desabitadas. E lá são grandes territórios vazios. Não se pode negar, no entanto, que temos áreas, sem a provisão necessária de infra-estrutura educacional. A lógica tradicional pregava que, se o estudante tivesse um lugar próximo disponível para o ensino presencial, ele tenderia a preferir tal metodologia. Como, na prática, nem sempre essa disponibilidade acontecia, surgiu a Educação a Distância. E, com o tempo, liberando o estudante do horário fixo e rigoroso da sala de aula (eu, aluno, faço meu horário, de acordo com as minhas circunstâncias) e dispensando-o da exigência de ir ao local do estudo (minha sala de aula pode ser a minha casa), a opção da EAD mostra que tal alteração, pragmática e inovadora, começa a disputar, no mundo do alunado, com chance de êxito, uma concreta preferência. Um outro pilar de sustentação da EAD tem estacas e fundações fortes no terreno da tecnologia. No ensino tradicional, o aluno se subordina à dinâmica do professor. Não há possibilidade de rever uma aula perdida. O tempo é aquele designado pela instituição de ensino (e só ele). Não existem recursos audiovisuais, além dos usualmente pouco disponíveis e possíveis na sala de aula. E se, no tempo da aula, a compreensão do conteúdo não for plena, não se pode voltar o DVD e reassistir o não entendido. É a diferença entre ver, no campo de futebol, o lance rápido e ficar com dúvidas insanáveis do impedimento não marcado ou acompanhar, na poltrona de casa, a transmissão colorida, com direito a replay elucidativo e esclarecedor. Agora, imagine o mundo cibernético em que você ? e, sobretudo, o seu filho e/ou seu neto ? está envolvido com todas as animações do vídeo-game, dos chips e dos efeitos especiais e reflita sobre qual será o grau de interesse que particularmente um jovem poderá ter em uma aula, ainda e exclusivamente, calcada numa barra de giz e no quadro-negro? A EAD vai ao aluno, enquanto, no presencial, ele ? estudante ? é quem deve ir buscar o aprendizado. Às vezes, longe. E aí entram e se multiplicam os problemas de logística individual: as más estradas, para o rurícola; o trânsito engarrafado e enervante, para o citadino. E tudo isso, e muito mais, significa custo. Em juridiquês, lucro cessante e até dano emergente. O ?plus? dos gastos educacionais (por exemplo, as passagens para ir-e-vir), as horas de trabalho não produzido, substituídas pelo tempo do mero deslocamento etc. pesam no bolso do consumidor-cliente-estudante. Como a média nacional, conforme o MEC, da mensalidade de um curso de graduação (por exemplo, Administração, Pedagogia, Letras, Direito etc.) presencial é de seiscentos reais e a do mesmo curso por metodologia EAD, é de duzentos reais, poder-se-ia até dizer que está, no EAD, a ganhar-se mais e a gastar-se menos. E a preferência pela EAD deve crescer, já que só 11% da expressiva população da chamada classe C, no Brasil, freqüenta faculdades, excluído um majoritário contingente pelo seu limitado poder aquisitivo, diminuto para fazer frente às mensalidades dos cursos presenciais. A EAD tende a cumprir, por isso, neste país enorme, um papel relevante, de socialização abrangente e relativamente célere do saber, popularizando a educação que, em certos níveis, para muitos, ainda se mostra inacessível. Há mais de 5 milhões de brasileiros, agora, esperando por essa chance, cujo chegar se faz, em parte presente, e, em parte, iminente. Finalmente, destaque-se um outro fundamento da EAD: a autodisciplina. Atualmente, cerca de dois milhões e quinhentos mil brasileiros já vivenciaram a metodologia da EAD. E eles são cada vez mais jovens, esperançosos e interessados. Os alunos a distância devem ter um grau consistente de disciplina pessoal para poder bem aproveitar o que se lhes propicia, já que são os regentes operacionais de seu aprendizado. E números estatísticos mostram que se está alcançando esse nível de auto comprometimento. Basta analisar os últimos números do Enade e do Ideb. De 1994 em diante, examinando-se os resultados do Exame Nacional de Desempenho do Estudante, segundo informa o MEC, considerando 13 áreas do conhecimento, em nove delas o melhor desempenho foi de alunos da EAD, o que atesta a sua qualidade, no mínimo similar, ou equivalente, a do presencial. Em resumo, temos tamanho, tecnologia, pessoas comprometidas, por que aspirantes à melhoria, o que nos leva a crer que a EAD crescerá a cada dia em nosso país. E não há distância que nos separe desse crescimento.


Fonte - Carlos Alberto ChiarelliEx-ministro da Educação

terça-feira, 4 de novembro de 2008


Curso a distância para docente cresce 270%
São Paulo, terça-feira, 04 de novembro de 2008
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff0411200801.htm

Aumento de matrículas em licenciaturas foi verificado em cinco anos; cursos presenciais cresceram 17%Formação a distância para professores da educação básica divide pesquisadores; segundo o MEC, faltam 246 mil docentes no país
Eduardo Anizelli/Folha Imagem

Encontro presencial de alunos a distância nas Faculdades COC, em SP; na instituição, maior parte dos estudantes já opta pelo não-presencialFÁBIO TAKAHASHIDA REPORTAGEM LOCAL Enquanto as matrículas em cursos presenciais para formação de professores para educação básica estão quase estagnadas, a modalidade a distância vive uma explosão: em cinco anos, foram 270% de aumento.No mesmo período, as matrículas presenciais (em licenciaturas, normal superior e pedagogia) cresceram apenas 17%.A modalidade em que os alunos não vão todos os dias às faculdades tem sido uma opção para combater o déficit de professores na educação básica do país. Segundo o Ministério da Educação, faltam 246 mil docentes no país; 300 mil não são formados na área de atuação.Especificamente em pedagogia (que forma educadores para ensino infantil e primeira fase do fundamental), houve até um recuo de matrículas no sistema presencial, de 4%, enquanto os cursos a distância cresceram 183%. Assim, para cada três matrículas presenciais nessa área, já há uma a distância.Os dados foram tabulados com base no Censo da Educação Superior por Jaime Giolo, ex-diretor do Inep (instituto de estudos do MEC) e docente da Universidade de Passo Fundo (RS) -2006 é o último ano com informações disponíveis.DivergênciasA formação a distância para professores da educação básica divide os pesquisadores. "É uma resposta precária à necessidade de formação de professores", afirma o coordenador da pós-graduação em educação da USP, Romualdo Portela.Giolo se mostra contrário. Para ele, um dos problemas é que o futuro professor não convive, durante o curso, com situações como enfrentamentos e conversas em sala, o que poderá pesar quando for efetivamente um docente.A ex-secretária estadual de Educação de São Paulo e diretora-presidente do Instituto Protagonistes, Rose Neubauer, discorda. "Ou continuamos com falta de professores ou utilizamos a tecnologia para aumentar o número", diz.Nos cursos a distância, centenas de alunos podem ver uma aula ao mesmo tempo, via satélite, que complementa as apostilas e a internet.Para Neubauer, o ensino a distância permite, inclusive, que haja melhoria na qualidade. "Um bom professor pode dar aula ao mesmo tempo a um número incontável de alunos".Estudo divulgado no ano passado pelo MEC mostrou que os calouros de cursos de pedagogia a distância tiveram notas melhores que os de presenciais no Enade (antigo provão). A situação, porém, se inverte com os formandos dos cursos.Mais alunos"Com a modalidade, chegamos a 39 locais do país", diz a assessora pedagógica da Universidade Metodista de SP, Adriana Barroso de Azevedo. Em pedagogia, são 1.500 alunos (mais que no presencial).Outra instituição que possui mais alunos em pedagogia a distância do que no presencial são as Faculdades COC. A escola tem 148 pólos em 22 Estados; oito na capital paulista."Os alunos desses pólos poderiam fazer o presencial, mas preferem a flexibilidade da modalidade", diz o diretor da escola, Jefferson Fagundes. "Também pesam as mensalidades".No COC, pedagogia presencial custa R$ 350 e R$ 176 no a distância. Na Metodista, os valores são R$ 383 e R$ 207.Aluna de pedagogia a distância, Lilian Georgeto, 34, diz que escolheu o curso por "comodidade". Ela mora em Osasco (Grande SP). "Tenho dois filhos, não poderia ir à faculdade todos os dias. O curso é bom, tenho contato com colegas do país todo. Mas sinto falta da convivência com professores".Segundo o secretário de Educação a Distância do MEC, Carlos Eduardo Bielschowsky, a intenção é que a modalidade "complemente" a presencial."Ela supre os locais onde não há um bom curso. É ideal também para professores que estão em serviço e não podem parar para se formar", diz.Bielschowsky afirma que esse é o público preferencial da Universidade Aberta do Brasil, criada em 2005 e que possui 100 mil matriculados.A modalidade também será utilizada pelo governo estadual paulista, por meio da Universidade Virtual de SP. "Levaremos cursos da USP, Unesp e Unicamp a todo o Estado. Isso seria praticamente inviável pelo presencial", diz o secretário de Ensino Superior, Carlos Vogt.